Fazia pouco tempo que Marcos tinha postado sua ideia e não tinha esperança de que fosse aprovada. Ele não se considerava criativo. Qualquer funcionário poderia ter dado a ideia.
Muitas vezes ouvira dos clientes que aquilo era importante. Por algum motivo a empresa nunca havia tratado de forma estruturada a questão. Aproveitou e anexou um vídeo que auxiliaria a explicar a proposta. Enviar!
Alguns minutos depois a ideia já tinha sido comentada e curtida. Alguém da filial alemã a compartilhou com a equipe. Ao final do dia a ideia original havia sido ampliada, refinada, revisada, compartilhada e votada, disseminando-se.
Você pode pensar que está dentro do Facebook. As redes sociais trouxeram aprendizado para as empresas no que tange a atendimento a clientes, marketing e vendas. No entanto, um dos seus maiores potenciais está em transformar os processos de inovação, a forma de colaborar.
Falando em inovação, faz algum tempo que a falta de tempo, espaço e colaboração tem minado a inovação nas grandes empresas.
Pesquisa que desenvolvemos sobre o tema evidencia que o ambiente organizacional tem apresentado uma série de restrições à melhoria da produtividade da inovação, que é antes de tudo um fenômeno social e organizacional e depende da interação interna.
Participam pessoas do marketing e desenvolvimento de produto ao financeiro. Da produção ao RH. Cada etapa exige diferentes tipos de interações entre os participantes.
Na fase de idealização o foco está em gerar ideias de grande potencial. Na fase de conceituação a intenção é refiná-las. A experimentação trata de aprender na prática o que funciona e o que não funciona. A implementação executa.
Aproveitando o hábito das pessoas em colaborar por meio de redes sociais as empresas têm investido na construção e alimentação de "facebooks de inovação", redes sociais internas ou externas com diferentes públicos para melhorar o resultado de suas iniciativas inovadoras.
Esses facebooks da inovação são plataformas tecnológicas de colaboração que aproximam pessoas, permitem interações produtivas e de baixo custo.
Assim como no Facebook é possível comentar um post de um amigo, nas plataformas de inovação pode-se refinar a ideia de quem está no outro lado do mundo.
Da mesma forma é possível anexar arquivos, fotos e vídeos para apresentar sua ideia. Ferramentas desse tipo permitem que sejam formados grupos online para desenvolver determinado projeto e que tais informações sejam compartilhadas com os níveis de acesso.
Recentemente realizamos um projeto desse tipo com vendedoras de loja e foi surpreendente a capacidade de refinamento das ideias a partir de visões complementares de pessoas com experiências e conhecimentos distintos.
Também mereceu destaque o fato de que as pessoas interagiam fora da empresa e do horário de trabalho pois a ferramenta normalmente fica baseada na internet e permite acesso de onde você estiver, inclusive de smartphones e tablets.
Se sua empresa tem como objetivo fomentar a inovação internamente ou com parceiros é hora de considerar a implementação de uma rede social para inovação.
Empresas como Sanofi, Boticario, Itaú, Tecnisa e White Martins têm obtido resultados promissores criando o espaço para colaboração e apoiando pessoas como o Marcos a gerar, refinar e implementar ideias inovadoras.
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Maximiliano Carlomagno é sócio fundador da Innoscience
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