Mantega: iniciativas têm por objetivo incentivar o investimento, o crédito e o consumo em meio a um cenário internacional adverso
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Papéis da própria bolsa brasileira registraram ganhos de 6%, após medidas anunciadas pelo ministro Guido Mantega.
As ações da própria BM&FBovespa se destaram no pregão desta quinta-feira (1/12), reagindo à decisão do governo de cortar para zero o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre aplicações em bolsa.
Os papéis da bolsa, listados sob o código BVMF3, apuraram ganhos de 6,68%, cotados a R$ 10,54. O Ibovespa, principal índice de ações do país, subiu 2,23%, aos 58.143 pontos.
As alterações nos tributos dão fôlego aos papéis da BM&FBovespa, que acumulam perdas superiores a 15% em 2011.
Além da ação do governo sobre as aplicações em renda variável, que afeta o volume negociado no pregão, a ameaça de concorrência com novas bolsas no mercado brasileiro pesou sobre as ações da empresa neste ano.
A isenção do IOF - medida introduzida em outubro de 2009 - eleva o apetite de investidores externos para a bolsa brasileira.
"Sabemos que há diversas companhias aguardando melhores condições para levantar recursos no mercado de ações", comentam os analistas Regina Longo Sanchez, Alexandre Spada e Thiago Bovolenta, da Itaú Corretora, em relatório.
Eles ponderam, porém, que esse não é principal fator que vem freando o ingresso de empresas na bolsa, mas sim o cenário geral do mercado - no qual impera a volatilidade gerada pela crise.
Levando em conta outras questões, entre elas a eventual concorrência de uma nova bolsa, a Itaú Corretora mantém a recomendação "market perform" (em linha com o mercado) para as ações da BM&FBovespa, estipulando um preço justo ao papel de R$ 11,50 ao final de 2012.
IOF
O decreto anunciado nesta quarta-feira pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, reduziu de 2% para zero o IOF sobre os investimentos externos em ações, tanto em oferta primária (IPO, na sigla em inglês) quanto no mercado secundário, em venture capital (capital de risco) e cancelamento de recibos de ações de empresas brasileiras negociadas no exterior, como os American Depositary Receipts (ADRs).
Também foi cortada de 6% para zero a alíquota do IOF cobrada sobre aplicações de estrangeiros em títulos privados de longo prazo com duração acima de quatro anos.
Em tempos de crise, as medidas estatais têm o objetivo de fortalecer a economia brasileira, ao incentivar o investimento, o crédito e o consumo.
Basicamente, o plano é incentivar o "investimento de longo prazo".
Somando outras medidas divulgadas, que incluem redução de IPI sobre produtos da linha branca, as desonerações terão impacto de R$ 1 bilhão.
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