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Crise

Ação democrática grega põe em xeque adesão ao euro

Micheli Rueda   (mrueda@brasileconomico.com.br)
01/11/11 16:24


A proposta de referendo na Grécia para avaliar o acordo de resgate colocará em xeque a adesão do país à Zona do Euro.

Os problemas econômicos da Grécia agravaram seu teor político na noite de segunda-feira (31/10), quando o primeiro-ministro grego, George Papandreou, anunciou a organização de um referendo para avaliar o plano de ajuda ao país.

O acordo proposto pela cúpula europeia na última semana prevê o perdão de 50% da dívida grega e uma segunda ajuda financeira, de € 130 bilhões, tendo medidas de austeridade fiscal em contrapartida.

A previsão é que o referendo ocorra no início de 2012, segundo Evengelos Venizelos, ministro das Finanças grego.

Antes disso, no entanto, Papandreou pedirá um voto de confiança ao Parlamento sobre o acordo em torno da dívida.

A opinião do departamento de pesquisa do Citigroup está alinhada com o comentário do ministro finlandês Alexander Stubb, para quem o referendo do segundo pacote de resgate grego seria "basicamente uma votação sobre a adesão do país ao euro".

"Se Grécia recusar as condições do segundo pacote de resgate, não haveria apoio da 'troika' (BCE, FMI e União Europeia)", aponta o Citi.

"Nesse caso, a Grécia provavelmente esgotaria rapidamente seus fundos e possivelmente se encaminharia para um calote desordenado", completou.

Essa situação deixaria os bancos gregos sem garantias, levando-os a perder o financiamento do Banco Central Europeu (BCE) e, consequentemente, a Grécia seria forçada a deixar a União Monetária. 

Na avaliação de Charles Dumas, economista-chefe da casa de análise britânica Lombard Street Research, o referendo poderia dissipar a ilusão de que o recente pacote salvaria o euro, mas ele também poderia melhorar a economia europeia, independentemente do resultado.

"A Grécia tem poucas chances de cumprir o seu programa de austeridade dentro do euro. Se a Grécia votar contra ele, uma saída do euro teria que ser negociada, e a economia encontraria o seu próprio nível. Se o voto for a favor, a Grécia assumirá as propostas de corte de gastos públicos e reformas fiscais", pondera Dumas.

Ao votar contra o pacote, mesmo que a saída do euro seja a solução econômica racional, Dumas lembra que a Grécia tem seu sistema bancário dependente do BCE para depósitos, o que demandaria uma negociação de ambos os lados.

Em uma possível saída, "a economia da Grécia e um novo dracma, moeda grega, poderiam se equilibrar e, provavelmente, contariam com ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI)".

Se o país votar a favor do programa de austeridade, Dumas considera que haverá mais chances de funcionar e o setor privado terá que aceitar a sua contribuição para o negócio: o pagamento de impostos para uma mudança.

"As chances dessas reformas terem sucesso será muito maior se elas não forem vistas como alguma imposição alienígena", disse.

Voto de confiança

Mas antes de cogitar sobre o resultado do referendo, o voto de confiança de Papandreou no Parlamento se faz essencial. A expectativa é que o futuro do primeiro-ministro seja decidido na sexta-feira (4/11).

De acordo com o Citi, se ele não passar, eleições serão antecipadas e o partido de oposição possivelmente formará um novo governo. Nesse caso, é improvável que aconteça um referendo.

Mas em qualquer um dos casos, a incerteza sobre a evolução política na Grécia estará na agenda das próximas semanas.


Comentários

Renato, Taubaté | 02/11/11 10:25
Grécia - A origem

Ismo: De acordo com o dicionário, ismo, sufixo de origem grega, indica origem, crença, escola, sistema, conformação. Ou seja, palavras com a terminação ismo indicam que uma ideologia é seguida, que existe algo consolidado como regra ou, pelo menos, que se acredita ser uma regra.
Ex: capitalismo, socialismo, comunismo, etc.

Democracia: A palavra democracia tem sua origem na Grécia Antiga (demo=povo e kracia=governo). Este sistema de governo foi desenvolvido em Atenas (uma das principais cidades da Grécia Antiga).

Onde tudo começa é onde acaba?

Acho que como tudo na vida, nada é contínuo e esse sistema dito organizado, será posto à prova.....um dia.


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