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Ações da Cesp disparam 6% sob indício de privatização

Weruska Goeking e Bárbara Ladeia   (redacao@brasileconomico.com.br)
04/01/11 18:35


Durante a tarde, as ações chegaram a subir 7,14%, na máxima do dia, valendo R$ 28,83

Durante a tarde, as ações chegaram a subir 7,14%, na máxima do dia, valendo R$ 28,83

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Após José Aníbal, secretário de Energia do Estado de São Paulo, anunciar que Mauro Arce, ex-secretário da pasta, será o novo presidente da Cesp, as ações da companhia subiram 6,18% na Bovespa.

Os papéis da Cesp registraram a maior alta do Ibovespa no pregão desta terça-feira (4/1), fechando a R$ 28,50. Durante a tarde, as ações chegaram a subir 7,14%, na máxima do dia, valendo R$ 28,83.

Na segunda-feira (3/1), Aníbal afirmou que uma eventual privatização da companhia de energia elétrica seria discutida pelo governo estadual após a decisão sobre a renovação das concessões. Mauro Arce participou do processo de privatização da Cteep, reforçando as possibilidades de privatização da Cesp.

"O mercado está precificando, mas eu acho que isso é um exagero", explica Ricardo Corrêa, analista da Ativa Corretora.

"Foi uma substituição direcionada para conduzir esse processo", avalia Hugo Hissanaga, operador da M2 Investimentos. Ele acredita que, até que esse processo seja concluído, o papel deve sofrer volatilidade, com viés de alta.

Para os analistas Felipe Leal e Diego Moreno, do Bank of America Merrill Lynch, embora uma valorização mais profunda do papel dependa da questão das concessões, o papel da Cesp segue merecendo a recomendação de "compra", com um preço-alvo estipulado para 12 meses de R$ 35,00.

Hissanaga lembra que o processo de privatização da Cesp já vinha movimentando o mercado desde 2008, quando José Serra estava no governo de São Paulo. Com a vitória do PSDB para o próximo mandato, o papel respondeu positivamente, dada a expectativa de um alinhamento na política de privatizações do partido.

"O mercado entende que uma empresa privatizada procura melhorar ao máximo sua eficiência, então há uma corrida pelo papel", acrescenta Hissanaga.


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