A reação positiva dos investidores mira a regularização das ligações de energia nas comunidades e o consequente aumento da receita da Light
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Papéis da companhia de energia responsável pela distribuição no Rio de Janeiro avançam 3% na Bovespa. Cúpula da Light prepara estratégia para regularização das ligações nas comunidades.
As ações da Light (LIGT3) - empresa responsável pela distribuição de energia no Rio de Janeiro - fecharam em alta de 2,97% (a R$ 27,70) no pregão desta quarta-feira (16/11) na BM&FBovespa. O Ibovespa subiu 0,52%, aos 58.559 pontos.
A valorização da Light reflete a expectativa de regularização das ligações de energia nas comunidades da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu, ocupadas no último final de semana pelo Bope, elite da polícia militar fluminense, e pelo Batalhão de Choque.
"Só isso está influenciando a ação, até porque o resultado ficou abaixo do esperado", afirma Rosângela Alves Nogueira Ribeiro, analista da SLW Corretora.
De acordo com Rosângela, a pacificação já era esperada, até mesmo por conta da aproximação dos eventos esportivos no Rio de Janeiro que demandam reforço na segurança local, "mas não da maneira como foi feito".
A reação positiva dos investidores mira a regularização das ligações de energia nas comunidades e o consequente aumento da receita da companhia de energia.
"A possibilidade de reduzir o nível de perdas comerciais é muito grande", comenta Rosângela.
No acumulado dos dois pregões da semana (terça-feira (15/11) a bolsa esteve fechada), a ação da Light ganhou mais de 4,6%.
"O feriado colaborou porque não tinha muito volume de negócios, hoje o volume aumentou e a negociação foi bem sucedida", avalia a analista.
Traçando a rota
A direção da Light, bem como sua área técnica, tem uma reunião marcada para a manhã desta quinta-feira (17/11) para definir as estratégias de atuação nas comunidades para regularizar os chamados "gatos" - ligações irregulares para o abastecimento de energia elétrica.
No terceiro trimestre, a Light registrou prejuízo de R$ 1,6 milhão em função do aumento de custos com energia comprada, elevação de provisões e avanço nas despesas. No mesmo intervalo em 2010, a empresa lucrou R$ 161 milhões.
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