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Ações da Vivo operam em queda após assembleia da PT

Marcel Salim   (msalim@brasileconomico.com.br) - Atualizada às 10h49
30/06/10 10:19


O controle da operadora brasileira foi alvo de disputa entre a Telefónica e a Portugal Telecom

O controle da operadora brasileira foi alvo de disputa entre a Telefónica e a Portugal Telecom

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Os papéis da operadora brasileira Vivo operam em baixa nesta quarta-feira (30) após o governo português usar o poder de veto para bloquear a oferta de € 7,15 bilhões da Telefónica.

Às 10h40 (horário de Brasília), as ações ordinárias da companhia (VIVO3) operavam com ligeira queda de 0,12%, negociadas a R$ 80,20. Em mesmo sentido, os papéis preferenciais da empresa (VIVO4) recuavam 1,67%, cotados a R$ 46,51.

O Ibovespa iniciou a sessão de hoje com queda de 0,21%, aos 61.849 pontos.

Ontem, as ações ordinárias da Vivo (VIVO3) terminaram o dia cotadas a R$ 80,42, registrando queda de 8,75%. Já o Ibovespa fechou a sessão com recuo de 3,50%, aos 61.726 pontos.

Para Kelly Trentin, analista-chefe da Spinelli Corretora, a forte queda de ontem nas ações da Vivo ocorreu por conta da decisão do orgão regulador do mercado acionário português (CMVM) de impedir que a operadora espanhola vendesse 8% que possui na Portugal Telecom.

Caso a operação fosse concretizada, a Telefónica ganharia direito de voto na assembleia geral da PT realizada nesta quarta-feira.

"Não apenas isto, a forte queda vista ontem já precificou a possibilidade da oferta da Telefónica não ser aceita", disse a analista.

"Durante toda a disputa, o mercado valorizou as ações da Vivo, com base no preço que a Telefónica ofereceu pela companhia. Ontem, com as notícias negativas contra a operadora espanhola, a situação se reverteu", explica.

Kelly alerta que novos fatos devem ainda impactar as ações da operadora brasileira.

"Uma possibilidade não está descartada. A Telefónica ainda pode fazer uma nova oferta caso queira realmente batalhar pelo controle da Vivo. Isso não está descartado", diz a analista.

Kelly acredita que os papéis preferenciais da companhia não devem recuar para menos de R$ 45,00 por conta da decisão de hoje, já que a companhia tem "boas perspectivas pela frente".


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