Com o negócio consolidado, a companhia resultante valeria R$ 5,6 bilhões, avalia Raymond James
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Em meio ao anúncio de tratativas para uma possível fusão, os papéis de Drogasil e Droga Raia continuaram em trajetória de ganhos no pregão desta quarta-feira (27/7), marcado pela forte queda do Ibovespa.
Sem muitos detalhes sobre os termos negociados e as potenciais sinergias entre as duas companhias, a casa de análise Raymond James acredita que, por enquanto, a melhor opção seja as ações da Droga Raia.
De acordo com a análise de múltiplos desenvolvida pelos analistas Guilherme Assis e Daniela Bretthauer, os papéis da Drogasil já estão razoavelmente valorizados, ao passo que os ativos da Droga Raia estão descontados, com potencial maior de valorização.
"Em nossa visão, a fusão de Droga Raia e Drogasil pode ser interpretada como uma movimentação estratégica para proteger suas posições em São Paulo, o mercado mais importante e mais competitivo no Brasil", apontaram os analistas em relatório.
Com o negócio consolidado, a companhia resultante valeria R$ 5,6 bilhões, conforme projeção da Raymond James.
Por sua vez, os analistas do Bradesco, Ricardo Boiati, Alan Cardoso e Pedro Vueno, preveem sinergias anuais de R$ 164 milhões com a fusão concretizada.
"Acreditamos que a empresa ganharia um significante poder de compra, uma vez que somaria 696 lojas em oito estados diferentes", ponderou a equipe do Bradesco, que também considera uma redução dos preços praticados em São Paulo, com a diminuição do nível de concorrência no estado.
A Raymond James tem recomendação "market perform" (desempenho em linha com a média do mercado) para a Drogasil e "outperform" (acima da média de mercado) para Droga Raia.
No pregão desta quarta-feira, as ações da Droga Raia (RAIA3) subiram 3,21%, cotadas a R$ 28,60. Já os papéis da Drogasil (DROG3) avançaram 3,38%, negociados a R$ 12,25. O Ibovespa, no entanto, recuou 1,77%.
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