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Ações do setor de construção desabam no Ibovespa

Bárbara Ladeia   (bladeia@brasileconomico.com.br) - Atualizada às 18h04
12/08/11 15:13


Após a recente escalada no preço dos imóveis, não há mais para onde elevar os preços, de forma a compensar o aumento dos custos

Após a recente escalada no preço dos imóveis, não há mais para onde elevar os preços, de forma a compensar o aumento dos custos

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Investidores penalizaram ações de construção civil diante da decepção com os resultados trimestrais de Rossi, Gafisa e Cyrela.

O setor foi o destaque de queda do Ibovespa nesta sexta-feira (12/8), mas pode ser oportunidade de médio e longo prazo.

Os resultados do segundo trimestre de três das maiores empresas de incorporação de imóveis na bolsa não agradaram em nada o mercado, que tirou a sessão para desfazer posições em todas as pares do segmento imobiliário. Rossi, Gafisa, Cyrela, Brookfield e PDG Realty figuraram entre os destaques de baixa do dia.

O mesmo problema que abateu três empresas de grande porte, possivelmente abaterá outras incorporadoras e construtoras. A valorização do mercado imobiliário foi tão grande que engoliu as próprias companhias.

"Os terrenos estão muito caros, a matéria-prima subiu de preço e a própria mão de obra encareceu demais", explica Luiz Gustavo Medina, analista da M2 Investimentos.

Após a recente escalada no preço dos imóveis, não há mais para onde elevar os preços, de forma a compensar o aumento dos custos. "O mercado já encontrou um teto para o preço dos imóveis. Não dá para ir aumentando o preço ao infinito, os valores são surreais", justifica Medina.

O especialista explica que na atual condição de preços as construtoras e incorporadoras já não conseguem velocidade nas vendas, como no passado recente. "A mágica acaba tendo de ser maior para a conta fechar", sinaliza. 

A exceção fica por conta da Eztec que, com foco em uma estrutura enxuta e na elaboração de empreendimentos de nível médio e alto padrão, se mantém assegurada como uma das poucas opções do mercado que ainda não foi vítima da avalanche de baixas.

As ações da companhia, listadas sob o código EZTC3, fecharam em alta de 0,28%, para R$ 14,26.

Investimento

A teoria de investimento nesses papéis tende a ser a de longo prazo, baseada em uma expectativa de aumento das vendas. Com déficit imobiliário superando em 6 milhões de unidades somado ao crescimento da renda do brasileiro, o sucesso parece garantido.

Por isso, não se trata de um investimento que atraia o mercado pela sua distribuição de dividendos. 

A importância desse setor no principal índice acionário nacional não só chama a atenção de operadores como limitou uma alta maior do Ibovespa nesta sexta-feira. Não fosse a força da ponta positiva — composta por nada menos que Usiminas, Gerdau e Braskem, todas com grande peso no índice — a valorização poderia ser melhor do que o 0,24% (aos 53.473 pontos).

A desvalorização desses papéis tem sido pesada em 2011, cenário agravado pelos últimos dias de pessimismo no mercado. Cyrela já perdeu 35,39% no ano, as ações da Rossi Residencial recuam 26,37% e as da Gafisa desvalorizam 41,20%.

Neste pregão, as ações CYRE3 da empresa encerraram em queda de 5,66% para R$ 13,83.

As ações da Rossi fecharam em desvalorização de 6,08% para R$ 10,66.

Os papéis da Gafisa fecharam em queda de 5,99% para R$ 6,91.

Confira a expectativa dos analistas sobre Cyrela, Rossi e Gafisa


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