A empresa possuía até o fim do segundo trimestre uma divida líquida de R$ 2,951 bilhões, o que equivale duas vezes sua geração operacional de caixa
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Empréstimo do BNDES para Lojas Americanas é benéfico, mas deve pesar ainda mais no alto endividamento da empresa.
O conselho de administração de Lojas Americanas divulgou ata na quinta-feira (13/10) dizendo que obteve um empréstimo de R$ 422,2 milhões com o Banco Nacional para o Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para a realização de novos empreendimentos.
"Esse financiamento deve alavancar ainda mais o balanço da empresa, e consquentemente o seu risco", afirma análise da Planner Corretora, elaborada por Francisco Kops.
A empresa possuía até o fim do segundo trimestre uma divida líquida de R$ 2,951 bilhões, o que equivale a duas vezes sua geração operacional de caixa.
O analista aponta que o nível de alavancagem da empresa era o mais alto do varejo no segundo trimestre, com 8,7 vezes sua geração de caixa.
"Esta alta alavancagem, apesar de propiciar uma alta rentabilidade sobre o patrimônio, gera uma grande despesa financeira, o que diminui muito a margem líquida e aumenta o risco de um trimestre com prejuízo", ressalta.
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