Receita líquida do Marfrig deve ser 115% maior no primeiro trimestre de 2011 em relação ao mesmo período do ano passado
Comunidade
As companhias de alimentos devem apresentar ligeira queda nos níveis de rentabilidade dos balanços referentes ao primeiro trimestre, segundo análise de Max Bueno, da Spinelli Corretora.
O motivo: a recente alta nos custos de grãos e boi gordo, não totalmente compensada por repasses nos preços médios de comercialização, em função da demanda sazonalmente mais fraca nos mercados doméstico e externo.
O analista da Spinelli levou em consideração as empresas BRF Brasil Foods, Minerva e Marfrig. Em comum entre elas, o aumento da capacidade de operações que deverá responder por maiores volumes receitas, segundo Bueno.
"No caso da Marfrig, a consolidação das operações da Keystone Foods durante todo o primeiro trimestre deverá responder pelo aumento da receita; na BR Foods, a maior utilização da capacidade nas operações de Lucas do Rio Verde e Vitória do Santo Antão deverá produzir o mesmo efeito; e no Minerva, o crescimento da operação e da participação na JV Minerva Dawn Farms deverá manter sua trajetória ascendente sobre a maior participação de produtos processados nas receitas da empresa", diz Max Bueno.
Estimativas
Para a Brasil Foods, o analista estima receita líquida de R$ 6,513 bilhões, alta de 2% sobre o trimestre anterior e de 29% em relação ao primeiro trimestre de 2010. O lucro líquido projetado é de R$ 326 milhões, queda de 9% em relação ao último trimestre do ano passado. A recomendação para as ações de companhia (BRFS3) é de manter.
Já o Minerva deve somar receita líquida de R$ 841 milhões, registrando queda 3% sobre o trimestre anterior e incremento de 16% se comparado com o primeiro trimestre de 2010. O lucro líquido estimado é 13% menor que o observado no trimestre anterior, com R$ 26 milhões.
A Marfrig deve ter aumento de 30% no primeiro trimestre de 2011 em relação ao período anterior em sua receita líquida, alcançando R$ 6,914 bilhões. No comparativo com o mesmo trimestre de 2010, o incremento deve ser de 115%, aposta o analista. O lucro líquido esperado é de R$ 132 milhões, ante os R$ 62,4 milhões obtidos no último trimestre de 2010.
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