Ticker Bolsa 1

Ticker Bolsa 2

Investimentos

Analistas recomendam compra das ações da Porto Seguro

Conrado Mazzoni   (cmazzoni@brasileconomico.com.br)
25/06/10 17:43


Collapse

Comunidade

Partilhe: del.icio.us   Digg   Facebook   TwitThis   Google   Mixx   Technorati  

“Olhe ao seu redor: se estiver no Brasil, o carro perto de você é segurado pela Porto Seguro”. Assim começa o relatório assinado pelo analista do Santander Henrique Navarro para falar das ações ordinárias PSSA3.

A expectativa de manutenção das taxas de crescimento acima da média na indústria de seguros do país e a contribuição das operações de seguros residenciais e de automóveis do Itaú Unibanco - associação fechada em agosto de 2009 - fundamentam a análise.

"Nós vemos a Porto Seguro como a maneira mais sólida para os investidores terem exposição ao setor de seguros", afirma Navarro, que completa: "aproximadamente quatro de 10 veículos segurados no Estado de São Paulo estão sob a marca Porto Seguro".

O analista introduz um preço-alvo para o final de 2011 de R$ 27,20 por ação, o equivalente a um potencial de valorização de 45%. E reitera a recomendação de "compra".

A visão de Navarro é compartilhada por João Augusto Salles, analista da Lopes Filho. Ele vê com bons olhos o papel. "É uma recomendação para quem tem interesse em manter o papel num intervalo entre 12 a 18 meses", destaca.

Salles fica mais otimista com os impactos da associação com o Itaú Unibanco, observados neste ano. "Além dela melhorar seu grau concorrencial, ela conseguiu novas penetrações para atingir clientes através da rede de agências do Itaú. Houve um incremento de um terço de novos negócios à Porto Seguro em relação ao que ela já detinha".

De uma maneira geral, a grande confiança sobre o setor é a frota nacional de veículos gradualmente migrar para um ambiente de mais segurados, diante do aumento da renda e emprego. Atualmente, somente algo em torno de 30% da frota nacional detém seguro.

Risco

Vale destacar que nos modelos de percepção de risco para a Porto Seguro surge a questão do índice de sinistralidade total (relação de quanto da receita é comprometida com o pagamento dos danos sofridos por um bem colocado no seguro).

Qualquer volatilidade no clima, como as chuvas torrenciais acima do normal que ocorreram no Rio de Janeiro e em São Paulo no início do ano, eleva esse indicador. O setor de seguros é muito sensível.


Comentários

Ainda não existem comentários. Seja o primeiro a comentar!
Envie o seu comentário

Os comentários enviados serão publicados após aprovação. O Brasil Econômico reserva-se o direito de não publicar comentários considerados como ofensivos ou sem ligação alguma ao artigo em questão

outros jornais da EJESA