Essa é a visão do departamento de pesquisas do Bank of America Merrill Lynch.
"De maneira geral, a empresa beneficiou-se de uma demanda mais forte e um aumento da participação dos alimentos processados", afirmam, em relatório enviado aos clientes do banco, os analistas Alessandro Arnlant, Anne Milne e Roy Yackulic.
Nos últimos três meses de 2011, o Marfrig atingiu receita líquida recorde de R$ 5,79 bilhões, alta de 8,8% em relação ao mesmo período de 2010.
Segundo a empresa, efeitos como a desvalorização do real elevou as despesas financeiras, sem impacto no caixa. Por isso, a companhia registrou prejuízo líquido de R$ 138,6 milhões no quarto trimestre, ante lucro de R$ 161,1 milhões no mesmo período do ano anterior.
A geração de caixa atingiu R$ 704 milhões no trimestre, frente a um fluxo negativo de R$ 360 milhões no mesmo período do ano passado.
Mesmo com os bons resultados, os analistas vêem dificuldades para a empresa no primeiro trimestre.
A empresa deve enfrentar um mercado de exportações mais fraco, preços mais altos dos grãos e o alto endividamento da companhia.
Os analistas rebaixaram os títulos do Marfrig negociados no exterior, de "overweight" (compra) para "underweight" (venda), citando também a recente valorização desses papéis.
Nesta primeira etapa dos negócios, as ações do Marfrig (MRFG3) operavam no destaque de alta do Ibovespa, com ganho de 2,62%, cotadas a R$ 10,95.








