Após o Federal Reserve ( Fed, o banco central americano) divulgar decisão de política monetária, os índices podem operar com volatilidade.
A autoridade monetária prolongou até o final do ano a "operação twist", programa em que consiste na extensão da maturidade dos títulos do Tesouro.
Com a decisão, as expectativas de que o Fed anunciasse medidas mais agressivas de estimulo à economia americana não foram atendidas, o que desanimou os investidores mundiais.
Além disso, a desaceleração da economia da China e de países da Zona do Euro, como da Alemanha, contribui para o mau humor dos agentes. Ainda, assim os mercados globais devem operar com volatilidade.
Entre os indicadores europeus, destaque para o Índice Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) da Zona do Euro, que permaneceu inalterado em 46 pontos em junho.
Além disso, a conta corrente e a confiança do consumidor da região devem movimentar os mercados.
Com isso, as principais bolsas da Europa oscilam. O índice alemão DAX tem alta de 0,22%; o CAC 40, de Paris, sobe 0,34%; e o FTSE 100, em Londres, retrai 0,36%.
No continente asiático, a decisão do Fed e o anúncio de que o PMI chinês recuou fez com que os mercados fechassem em queda. Em Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 1,30% aos 19.265 pontos.
Nos Estados Unidos, expansão da operação twist deve exercer uma pressão de queda sobre as taxas de juros de longo prazo.Além disso, os investidores americanos aguardam os indicadores de emprego e de vendas de casas usadas.
Neste panorama, os índices futuros caem. O Dow Jones recua 0,18%; o S&P 500 perde 0,06%; e o Nasdaq cai 0,03%.
Por aqui, o Ibovespa deve operar com volatilidade, acompanhando as incertezas do mercado externo.
Na quarta-feira (21/6), o principal índice da bolsa paulista desvalorizou 0,05%, aos 57.166 pontos, com giro financeiro de R$ 6,77 bilhões.
Entre os indicadores, destaque para o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) e a taxa de desemprego.








