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Petróleo & Gás

Após resultado, corretoras sugerem compra de Petrobras

Déborah Costa   (dcosta@brasileconomico.com.br) | Atualizada às 18h56
10/02/12 16:29


Atraso de equipamentos, taxa de câmbio e manutenções afetam resultado da estatal

Atraso de equipamentos, taxa de câmbio e manutenções afetam resultado da estatal

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Enquanto a Grécia é o centro das atenções dos investidores em âmbito internacional, no cenário doméstico o fraco resultado da Petrobras faz barulho no mercado de ações.

Os números decepcionantes da estatal centram as atenções dos agentes financeiros. Analistas previam lucro ao redor de R$ 35 bilhões em 2011, ao passo que o ganho foi contabilizado em R$ 33,3 bilhões, baixa e 5% sobre 2010.

Neste sentido, no quarto trimestre o lucro somou R$ 5,04 bilhões, contra projeção aproximada de R$ 8 bilhões.

Nataniel Cezimbra, analista do BB Investimentos, afirma que alguns fatores como atraso de equipamentos, taxa de câmbio, manutenções e paradas programadas e não programadas contribuíram para a retração.

Além dessas questões, o analista, avaliou que o aumento das importações de derivados prejudicou os negócios da companhia.

A estatal, por sua vez, destacou no balanço que em resposta a expansão da economia brasileira, a venda de derivados no país aumentou 9% em 2011, com a comercialização de gasolina em alta de 24% em relação a 2010, atingindo níveis recordes.

"Neste contexto, avançamos com os investimentos em quatro novas refinarias com o objetivo de atender a demanda futura, assegurando uma maior rentabilidade para a companhia", assegurou a Petrobras.

No entanto, na avaliação do analista do BB Investimento, apesar dos projetos das refinarias em andamento, elas não serão suficientes para atender esse crescimento da demanda, já que o foco não será primordialmente gasolina e sim óleo diesel.

"Se esse crescimento de 24% da demanda de gasolina continuar nos próximos anos, a Petrobras não vai conseguir equilibrar as importações de derivados podendo acarretar em mais problemas financeiros", completou a analista do BB Investimentos.

Cezimbra disse também que o problema da companhia é o nível elevado de utilização da capacidade instalada, abrindo espaço para mais importações da matéria-prima.

Somente no trimestre, a estatal gastou R$ 3,081 bilhões a mais importando petróleo, derivados e gás, enquanto no acumulado do ano o dispêndio foi R$ 11,012 bilhões maior.

Lembrando que a cotação do petróleo é em dólar, para Cezimbra, não tem um patamar ideal da moeda, "o que não pode acontecer é volatilidade, porque isso prejudica as operações", disse.

Assim, o efeito cambial na receita líquida das subsidiárias do exterior foi de R$ 1,88 bilhão em 2011.

Apesar do comportamento em 2011, o BB Investimentos acredita em lucratividade e recuperação neste ano.

Mesmo com o balanço fraco, algumas corretoras deixaram inalteradas as recomendações para as ações da estatal.

A Planner, por exemplo, justificou a recomendação de "compra" considerando o horizonte de longo prazo, com preço alvo de R$ 30,20 para a ação preferencial (PETR4).

No caso da BB Investimentos, os papéis preferenciais podem apresentar potencial de valorização de 29%, tendo em vista o fechamento da véspera (9/2), a R$ 33,00. A recomendação é de "outperfom" (acima da média do mercado) para os ativos.

Nesta linha, apesar de esperar pressão em suas ações no curtíssimo prazo, a Concórdia Corretora também manteve a recomendação de "compra", com preço alvo de R$ 31,00 por ação.

Nesta tarde, os papéis da estatal ficaram em destaques negativos, perdendo mais de 8%.


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