BTG revisou para baixo o preço-alvo da Natura a R$ 42
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Depois da Natura revelar queda de 1,8% no lucro líquido do segundo trimestre, as ações da empresa de cosméticos se destacaram na ponta negativa da bolsa brasileira nesta quinta-feira (21/7).
Os papéis reagiram ao desânimo dos analistas perante os números da companhia. "O desempenho operacional da Natura no primeiro semestre foi desapontador, com baixo crescimento de receitas e pressões de margem", concluíram os analistas Lore Serra e Jeronimo De Guzman, do departamento de análise do Morgan Stanley.
A equipe do BTG Pactual tem uma perspectiva negativa para a companhia. Com base nisso, realizou mudanças no preço-alvo estipulado para R$ 42, ante o valor previsto anteriormente de R$ 50.
As ações NATU3 lideraram a ponta negativa do Ibovespa, encerando em queda de 3,93%, cotadas a R$ 35,17. O índice paulista, por sua vez, subiu 1,93%.
A Natura atribuiu a queda de 1,8% no lucro trimestral (para R$ 188,1 milhões) pela desaceleração nas taxas de crescimento da economia e do mercado de cosmético e perfumaria, que cresceu 9,5% nos primeiros quatro meses do ano, contra 13,5% no ano anterior.
"As ações da Natura terão um desempenho ruim hoje em função desses números, contudo, o fato de a empresa ter anunciado um programa de recompra de até 2,3% das ações em circulação pode aliviar um pouco essa pressão de curto prazo", opina o analista Rafael Cintra, da corretora Link Investimentos.
A Link considera que a queda de 1,4% no indicador Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi motivada pelos investimentos em marketing e em inovações.
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