Toledo diz que BB tem potencial de atender 25% dos brasileiros nos EUA em até cinco anos
Comunidade
O anúncio oficial da entrada do Banco do Brasil no mercado de varejo dos Estados Unidos, esperada há meses, teve impacto irrisório no mercado de ações brasileiro.
Os papéis do banco público fecharam em queda de 0,10%, cotados a R$ 29 ao final do pregão de segunda-feira (25/4). Essa variação está em linha com o desempenho do Ibovespa, que caiu 0,13%, e de outras ações de grandes bancos.
Após quatro meses de negociação, o EuroBank foi comprado por US$ 6 milhões. Com apenas 3 agências na Flórida, a instituição em dezembro contabilizava ativos totais de US$ 102,1 milhões, carteira de crédito de US$ 74,8 milhões e patrimônio líquido de US$ 5,5 milhões.
"Embora dentro da estratégia de internacionalização do Banco do Brasil, tal aquisição é relativamente pequena tendo pouca relevância para as cotações do banco na bolsa", segundo relatório da Socopa, que possui como analistas Osmar Camilo, Marcelo Varejão e Diego Pinheiro.
O BB já possui presença no mercado americano com uma agência em Nova York para atender a grandes empresas, outra em Miami para captar clientes não-residentes nos EUA e um centro de serviços em Orlando.
No entanto, em 2009 tomou a decisão de entrar no mercado de varejo daquele país para atender a comunidade brasileira, estimada em 1,5 milhão.
Segundo o vice-presidente de Negócios Internacionais e Atacado, Allan Simões Toledo, o BB tem potencial de atender 25% desses brasileiros em cinco anos. Para isso, espera nesse prazo chegar a um total de 20 agências de varejo, todas em localidades com forte presença de brasileiros, como Nova York, Miami e Boston.
O plano inicial, de três anos, é investir US$ 25 milhões e chegar a pelo menos dez pontos de atendimento. "Vai ser uma expansão orgânica, mas não descartamos alguma aquisição se identificarmos oportunidade", diz o executivo.
Nos EUA, o Eurobank, após aprovação dos órgãos reguladores, passará a se chamar Banco do Brasil. Além das operações de crédito imobiliário, a rede inicial de três agências passará a oferecer cartão de crédito, poupança, conta corrente e uma linha de capital de giro para pessoas jurídicas.
Internacionalização
Ainda em solo americano, o BB irá abrir até o final do primeiro semestre uma agência conceito em Nova York e uma Buenos Aires para atender a turistas brasileiros. Na Argentina, o BB conclui a aquisição do Patagônia.
Em até duas semanas, o banco espera que a Comissão Nacional de Valores - a CVM argentina - autorize a oferta pública de ações para os minoritários do Patagônia. Com isso, a participação do BB no banco argentino pode passar de 51% para até 75%.
O banco também entrou com processo para ter uma corretora em Cingapura e transformar o escritório de representação da China em agência para trabalhar com moeda estrangeira no país asiático.
O diretor internacional, Admilson Monteiro Garcia, explica que após três anos dessa operação, o BB poderá solicitar autorização às autoridades chinesas para trabalhar também com moeda local, desde que a operação tenha sido superavitária por dois anos.
Por fim, Toledo explicou que o banco continua as conversas com Bradesco para a entrada no mercado africano junto com o Banco Espírito Santo (BES).
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