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Área de investimentos gera prejuízo ao Goldman Sachs

Brasil Econômico   (redacao@brasileconomico.com.br)
18/10/11 11:01


Na unidade de banco de investimentos, Goldman Sachs viu sua receita somar US$ 781 milhões

Na unidade de banco de investimentos, Goldman Sachs viu sua receita somar US$ 781 milhões

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Banco, cuja receita caiu 60%, sofre perdas de mais de US$ 1 bilhão somente por conta da exposição em um banco chinês.

O Goldman Sachs reportou nesta terça-feira (18/10) um prejuízo de US$ 393 milhões no terceiro trimestre, ante o lucro de US$ 1,89 bilhão registrado em igual intervalo no ano passado.

Trata-se do segundo trimestre no vermelho desde a entrada da instituição na bolsa em 1999.

Sob impacto de um cenário desafiador para a aplicação de recursos, a área de investimentos e empréstimos do banco americano, que contempla ações, títulos, empréstimos e ativos de private equity (fundos que compram participações em empresas), sofreu perdas de US$ 2,48 bilhões no período.

"Esses resultados refletem um declínio significativo nas bolsas globais e um cenário desfavorável nos mercados de crédito", relata a instituição financeira.

Nesse montante de perdas, está incluído um revés de US$ 1,05 bilhão em ações detidas do Industrial and Commercial Bank of China (ICBC), além de um prejuízo líquido de mais US$ 1 bilhão derivado dos investimentos em outras ações.

No intervalo de julho a agosto do ano passado, o Goldman Sachs obteve retorno de US$ 1,80 bilhão nessa linha de negócios.

Considerando a unidade de banco de investimentos, que inclui a atuação como consultor financeiro de projetos, o Goldman Sachs viu sua receita somar US$ 781 milhões no terceiro trimestre do ano, ficando 33% abaixo do apurado no mesmo período em 2010.

No consolidado, as receitas do banco americano totalizaram US$ 3,59 bilhões, o que representa uma queda de 60% na comparação com 2010.

"As confianças dos CEOs e investidores, assim como os preços dos ativos nos mercados, estiveram baixos no terceiro trimestre, diante das incertezas macroeconômicas e as condições dos mercados", afirmou o diretor-presidente do banco, Lloyd C. Blankfein, em comunicado.


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