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A Light deve investir em 2011 algo em torno de R$ 1 bilhão, mais de 40% acima do orçamento de 2010, com a alocação de recursos em projetos de geração de energia.
A empresa fluminense, que tem entre os principais sócios a estatal mineira Cemig, tem programados para o ano que vem investimentos na pequena central hidrelétrica (PCH) Paracambi, região serrana do Estado do Rio de Janeiro, e na hidrelétrica Itaocara, entre Rio e Minas Gerais.
"O investimento do ano que vem é bem superior ao deste ano. Temos captado sempre recursos no BNDES e essa é a expectativa... O caixa da companhia tem bastante folga para segurar os dividendos dos acionistas", disse o diretor financeiro da Light, João Batista Zolini, em teleconferência nesta terça-feira sobre os resultados do segundo trimestre.
Indagado por um analista sobre o patamar de R$ 1 bilhão em investimentos para 2011, Zolini respondeu ser um nível "razoável".
Além da PCH e da hidrelétrica, a Light confia que terá aportes a fazer em duas usinas eólicas que levará a leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), com capacidade de 31 megawatts (MW), conforme adiantou o presidente da empresa, Jerson Kelman.
Atualmente, o negócio de geração representa quase 16 por cento do lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda, na sigla em inglês) da Light. A tendência é de crescimento dessa participação no portfólio da empresa no médio prazo.
Orçamento atrasado
O plano de investimentos de R$ 700 milhões em 2010 está atrasado, segundo executivos da Light. De janeiro a junho, o total alocado foi de R$ 249 milhões.
De acordo com o diretor de Distribuição da empresa, José Humberto de Castro, a Light está acelerando as obras para cumprir os investimentos programados em obras estruturantes.
A Light quer ter 86 mil medidores eletrônicos instalados até o final do ano, ante cerca de 20 mil em funcionamento agora. Os equipamentos são usados para reduzir as perdas de energia.
Se a companhia perceber que não será capaz de atingir a meta de medidores, vai acelerar os recursos destinados à blindagem da rede, também com a finalidade de diminuir as perdas de energia, que em alguns pontos da baixada fluminense chegam a 50%.
Segundo Kelman, a blindagem da rede já reduz em 10 pontos percentuais a perda. "Aqueles que furtavam energia diretamente da rede deixam de fazer isso", afirmou.
Até 2013, a Light quer alcançar 500 mil medidores eletrônicos instalados, reduzindo a perda de energia para menos de 32%.
Consumo em alta
O presidente da Light revelou ainda que o crescimento do consumo total de energia em julho foi de 6% na comparação com o mesmo mês de 2009, "o que indica que a tendência de alta se mantém e até se fortifica um pouco".
No segundo trimestre, o consumo de energia foi 5,2% maior que um ano antes, somando 5.498 gigawatts-hora (GWh).
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