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Balanço da bolsa agrada, mas despesa incomoda

Mariana Segala   (msegala@brasileconomico.com.br)
11/11/10 13:41


Edemir Pinto, presidente da BM&FBovespa;: elevação do IOF coloca uma

Edemir Pinto, presidente da BM&FBovespa;: elevação do IOF coloca uma "espada na cabeça do investidor"

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BM&F Bovespa eleva orçamento para custos no ano em quase 5%, para faixa entre R$ 540 milhões e R$ 545 milhões.

O lucro líquido ajustado de R$ 389,2 milhões registrado pela BM&FBovespa no terceiro trimestre agradou ao mercado, mas a elevação das despesas operacionais da bolsa, além de uma revisão - de quase 5% para cima - do orçamento de gastos para o ano, deixou os analistas com um pé atrás. As despesas, entre julho e setembro, totalizaram R$ 145,8 milhões, ou 35% maior do que o verificado no mesmo período do ano passado.

O lucro líquido, em contrapartida, foi 15% superior na mesma comparação. Daqui para o fim de 2010, a BM&FBovespa estima somar custos em uma faixa de R$ 540 milhões a R$ 545 milhões, frente à projeção anterior de R$ 520 milhões.

Os analistas Henrique Caldeira e Roberto Attuch, do Barclays Capital, ressaltaram, em relatório, o crescimento bom da empresa, mas ponderaram que os custos em ascensão podem conduzir a revisões de mercado.

"Esperava-se que as despesas crescessem no segundo semestre para ir ao encontro do guidance de R$ 520 milhões", afirmam. "Mas o guidance para despesas foi revisado." Com isso, eles já preveem que os custos operacionais atinjam R$ 625 milhões em 2011.

Expectativa

"Não esperávamos que houvesse aumento, já que a bolsa vinha revisando os custos para baixo", afirmou o analista da consultoria Equity Research Desk, Bernardo Mariano, que viu nisso razão para a queda de 3,36% dos papéis da bolsa ontem.

O diretor de relações com investidores da BM&FBovespa, Eduardo Guardia, justificou a alta com a contratação de pessoal, em especial na área de tecnologia, além dos investimentos feitos em novas campanhas de publicidade para atrair o investidor de varejo.

O faturamento, também em alta, conseguiu compensar o efeito das despesas. A receita operacional bruta, de R$ 541,6 milhões, foi beneficiada pela recuperação dos volumes negociados nos segmentos de ações e derivativos (a receita líquida foi de R$ 486,9 milhões). No lado BM&F da bolsa, a negociação cresceu 70,7%, mas como a receita por contrato é menor, os ganhos cresceram numa proporção de 41,5%.

Já no lado Bovespa, o volume aumentou 13,3% e a receita, 10,8%. "Os números desse trimestre foram afetados pelos principais acontecimentos do período, dentre os quais se destaca a conclusão da oferta pública da Petrobras, de R$ 120 bilhões", lembrou a analista da corretora Ativa, Luciana Leocadio.


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