O Banco do Brasil (BB) obteve lucro líquido de R$ 11,7 bilhões em 2010, o que representa uma alta de 15,3% ante 2009 e o melhor resultado já registrado pela instituição.
Quando considerado apenas o quarto trimestre, o lucro líquido atinge R$ 4 bilhões, 3,7% abaixo do obtido no mesmo período do ano anterior. Segundo a instituição, a queda deve-se a eventos não recorrentes que impactaram o lucro líquido do ano anterior.
No ano, o resultado do banco teve impacto positivo do superávit do Previ, o plano de previdência dos funcionários da instituição. Em 2010, a receita operacional do plano avançou 260%, para R$ 4,3 bilhões.
Com o recorde no lucro de 2010, o índice de rentabilidade do banco atingiu 27%, valor acima da média de mercado.
Nas operações financeiras, o resultado também foi positivo, com R$ 7,7 bilhões, alta de 26% ante o quarto trimestre do ano passado. Em 2010, o avanço foi de 44%, para R$ 26,3 bilhões.
Na linha da expansão do crédito, a carteira do banco totalizou R$ 388,2 bilhões, o que corresponde a um aumento de 20,8% em 12 meses.
De acordo com o banco, houve expansão no setor de consumo, de investimento e no crédito imobiliário, com crescimento de 20% nos empréstimos a empresas e 23% no crédito a pessoas físicas.
O aumento foi possibilitado pela queda na inadimplência. O índice de inadimplência, considerando operações vencidas há 90 dias, caiu 1 ponto percentual em 12 meses, para 2,3% da carteira de crédito.
Com isso, as despesas com provisões para perdas com crédito caíram 27% para R$ 2,1 bilhões, enquanto a recuperação de crédito avançou 22%, a R$ 3,3 bilhões.
Para aumentar os empréstimos, o banco teve que incrementar também sua captação, que avançou 4,1% em 2010, com R$ 519 bilhões. Têm destaque as captações em poupança e depósito à vista, que totalizaram R$ 89,3 bilhões e R$ 63,5 bilhões, crescimento de 18% e 13%, respectivamente.
Nas captações externas, o saldo alcançou US$ 25,1 bilhões, alta de 16% em relação a 2009.
O total de ativos do banco totalizou R$ 811,2 bilhões, avanço de 14,5% em 12 meses. O valor consolida o BB como maior banco da América Latina em ativos totais.
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