A valorização do real aliada à previsão mais fraca de ganhos e dúvidas sobre o nível de endividamento levaram o Deutsche Bank a revisar para baixo a recomendação aos papéis da Fibria.
Os analistas Josh Milberg e Luis Felipe Bresaola cortaram a recomendação dos recibos de ações da Fibria negociados em Nova York (ADRs, na sigla em inglês), de "compra" para "manter".
O preço-alvo dos ADRs, por sua vez, foi rebaixado de US$ 18,00 para US$ 15,00.
Considerando o fechamento de sexta-feira (8/7), quando os papéis da Fibria encerraram a US$ 12,94, o potencial de valorização das ações da empresa é de 16%.
A casa de análise também cortou a previsão para a geração operacional de caixa, medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), em 14% neste ano, para R$ 2,2 bilhões.
O corte "reflete o impacto da valorização do real tanto na receita quanto no lucro da empresa, tendo em vista que a maior parte dos custos de produção da Fibria são em reais", apontaram os analistas do Deutsche Bank.
Repercussão
Acompanhando a trajetória negativa do Ibovespa neste pregão, as ações ordinárias da Fibria, negociadas na BM&FBovespa sob o código FIBR3, recuaram 4,07%, a R$ 19,10.
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