O ministro da Fazenda, Guido Mantega, rechaçou as propostas dos bancos privados em relação aos juros, e afirmou que as instituições devem reduzir as taxas sem novas medidas do governo.
Mantega voltou a criticar os altos spreads - diferença entre a taxa de captação dos bancos e os juros cobrados dos clientes - e declarou que está havendo uma "retenção do crédito" por parte das instituições financeiras.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) enviou na terça-feira (10/4) uma lista com 20 sugestões que possibilitariam a redução dos spreads. Os pedidos incluíam corte nos impostos ao setor e diminuição do compulsório (percentual dos depósitos que os bancos são obrigados a manter no Banco Central).
"O presidente Murilo Portugal esteve aqui outro dia, e em vez de trazer soluções, veio fazer cobrança", disse Mantega.
O ministro ressaltou o elevado lucro dos bancos brasileiros, e disse que não há explicação para os juros não caírem.
"O Brasil hoje é o país que pratica o maior spread do mundo e isso não se justifica."
Especificamente, o ministro descartou cortes nos compulsórios e reduções nos tributos. "Os bancos têm margem para aumentar o crédito, e é necessário que isso seja feito sem mexer em nada", disse. "Os bancos estão querendo jogar a conta nas costas do governo."
Na semana passada, o Banco do Brasil anunciou redução dos juros em diversas linhas de crédito, o que foi seguido pela Caixa Econômica Federal. A ação dos bancos públicos visa forçar as instituições privadas a diminuírem o custo dos empréstimos.
O ministro negou que essa medida cause elevação do risco nos bancos públicos. "O que vai acontecer é que eles vão ter mais lucro, porque emprestarão mais", disse.









Até que enfim alguém p'ra falar grosso com os banqueiros.
É uma desfaçatez, uma falta de respeito ao ministro e todo o povo brasileiro as "propostas", as "sugestões" dos senhores do dinheiro levadas ao governo.
Não passam de exigências espúrias e injustificáveis, de quem quer sempre mais, de quem se lixa para a população em suas agências.
Bem fez o ministro em enfrentá-los.
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