O colegiado do Banco Central (BC) reafirmou que o cenário externo continua ameaçando o crescimento da economia brasileira, e que a economia segue em ritmo lento, mas que deverá avaliar com cuidado decisões futuras a respeito dos juros.
A entidade, contudo, não descartou novas reduções na taxa Selic.
"Mesmo considerando que a recuperação da atividade vem ocorrendo mais lentamente do que se antecipava, o Copom entende que, dados os efeitos cumulativos e defasados das ações de política implementadas até o momento, qualquer movimento de flexibilização monetária adicional deve ser conduzido com parcimônia."
A afirmação foi feita na ata da última reunião do Copom, ocorrida nos dias 17 e 18 de abril, em que a entidade cortou os juros em 0,75 ponto percentual, para 9% ao ano.
O documento também diz que houve queda na taxa de juros neutra do país - taxa em que a economia apresenta expansão, sem causar pressões inflacionárias.
A entidade ainda afirmou que, em seu cenário de referência, a projeção para inflação foi elevada.
"Nesse cenário, a projeção para a inflação de 2012 se elevou em relação ao valor considerado na reunião do Copom de março e se encontra em torno do valor central de 4,5%". Na ata da reunião anterior, o Copom avaliava que a inflação ficaria abaixo desse valor.
O BC mostrou maior preocupação com o aquecimento da demanda doméstica e da expansão dos empréstimos.
O Copom afirmou que o consumo das famílias deve se manter robusto, "em grande parte devido aos efeitos de fatores de estímulo, como o crescimento da renda e a expansão moderada do crédito".
O BC iniciou ciclo de corte de juros em agosto do ano passado. Após seis cortes consecutivos, a taxa passou de 12,5% ao ano para os atuais 9% ao ano. Em março, a entidade intensificou o ritmo de redução nos juros, baixando a taxa em 0,75 ponto percentual.








