Os 25% de participação em Caipipendi, da PAE, subsidiária argentina do grupo British Petroleum, passa imediatamente às mãos da estatal local YPFB
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A Bolívia nacionalizou a participação da petroleira Pan American Energy no projeto de gás Caipipendi, vital para abastecimento de combustível ao mercado argentino, argumentando que a firma não cumpriu com seu compromisso de investimento.
Os 25% de participação em Caipipendi, da PAE, subsidiária argentina do grupo British Petroleum, passa imediatamente às mãos da estatal local YPFB, em troca de uma compensação (valor) a ser determinada, disse nesta terça-feira (24/1) o ministro de Hidrocarbonetos, Juan José Sosa, em conferência de imprensa.
"O que acontece é que a porcentagem (de investimento) que a PAE teria que aportar (em Caipipendi) não está sendo feita, por isso ela está sendo transferida para a YPFB Chaco, subsidiária da YPFB", disse ao anunciar a primeira medida do gabinete ministerial recomposto pelo presidente de esquerda Evo Morales, na segunda-feira.
Os outros sócios do projeto, a Repsol YPFB e a British Gas, cada um com uma participação de 37,5%, não foram afetados pela medida, aprovada dois dias depois de Morales iniciar seu sétimo ano de governo.
A também chamada "recuperação de ações (ativos)" da PAE em Caipipendi dá ao Estado participação direta em um investimento de mais de US$ 1,5 bilhão para ampliar o fornecimento à Argentina, que é segundo mercado para o gás boliviano depois do Brasil.
A PAE deveria aportar os 25 % referentes a este investimento já em curso e liderado pela Repsol YPF, que prevê elevar gradativamente até 2015 a 15 milhões de metros cúbicos o bombeamento de gás em Caipipendi para a Argentina, ante os atuais 3,9 mmcd que produz esta reserva.
O fornecimento de gás da Bolívia para a Argentina, incluindo outros fornecedores, chegou em 2011 ao 11 mmcd, aproximadamente um terço do que o país exporta para o Brasil.
A nacionalização de parte de Caipipendi agrava as dificuldades que a PAE já vivia na Bolívia desde que há quase três anos o governo de Morales nacionalizou também a participação desta empresa na YPFB Chaco, em um processo que gerou uma disputa por compensação ainda sem conclusão.
"YPFB Chaco (97% de propriedade da YPFB) fará uma avaliação de quanto são os investimentos (em Caipipendi) para chegar a uma conciliação com a PAE", disse Sosa, que foi vice-presidente da corporação YPFB até se tornar ministro na segunda.
Caipipendi é um bloco de gás situado na região sudeste do país com uma reserva provada atual de quase 4 bilhões de pés cúbicos (TCF), que segundo fontes oficiais e privadas poderia chegar até 12 TCF, após a conclusão das perfurações de exploração atualmente em desenvolvimento.
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Sera que estes apises prejudicados sairão de rabinho entra as pernas como fez a petrobras na época de lula, so para a judar o coitadinho do evo morales de coitadinho ele não tem nada