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A BR Foods minimizou a decisão da Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda (Seae), que recomendou a aprovação, com restrições, da fusão entre Sadia-Perdigão.
"É uma recomendação, não um julgamento. Vamos contestar fortemente o parecer agora no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão a quem cabe julgar a questão", afirma José Antônio Fay, presidente da BR Foods.
Em comunicado divulgado ontem (29), a secretaria afirmou que a fusão pode resultar em "efeitos líquidos negativos sobre os mercados afetados" e grande concentração em inúmeros segmentos de mercado.
Segundo a empresa, o parecer da SEAE não leva em consideração evidências e argumentos concretos apresentados por meio de estudos técnicos baseados em metodologias antitruste produzidos pelas consultorias McKinsey e Fagundes & Associados.
A companhia afirma que essas análises demonstram haver forte concorrência, elevada substituição de produtos no caso de eventual aumento de preços, ausência de relevantes barreiras à entrada de novos competidores e presença de rivalidade por parte de grandes grupos.
A BR Foods se defende ainda afirmando que a operação apresenta sinergias que permitirão produtos melhores a preços mais competitivos.
"Estamos convictos de que temos argumentos e dados que justificam a aprovação sem restrições", acrescenta o presidente da Sadia, Julio Cardoso.
A operação cria uma das maiores exportadoras no país, que já nasce com cerca de 42% de suas vendas no mercado externo, o equivalente a mais de R$ 9 bilhões por ano.
Segundo comunicado da BR Foods, com a união da Sadia e Perdigão, a empresa terá condições de ampliar sua presença como competidor global do mercado de alimentos, gerando empregos, renda, divisas e impostos no Brasil.
"Estranhamente o relatório da SEAE não considera a condição de grande exportador da BRF", critica Fay.
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Na minha opinião o cade deveria avaliar tambén ,a quantidade de empregos que a enpresa manterá com essa fusão. Dando fõlego a uma empresa Brasileira que investiu no lugar errado e na hora errada, pagando um alto preço por este erro.Ao invés de barrar deveria impor regras para que nós conssumidores não sejamos prejudicados com essa fusão.