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Bradesco tem nova alta na inadimplência da pessoa física

Ana Paula Ribeiro   (aribeiro@brasileconomico.com.br)
26/10/11 11:13


Ao final do terceiro trimestre, os empréstimos em atraso representavam 6% da carteira com pessoas físicas

Ao final do terceiro trimestre, os empréstimos em atraso representavam 6% da carteira com pessoas físicas

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A inadimplência (atrasos acima de 90 dias) das operações de crédito com pessoas físicas apresentou um novo aumento no Bradesco.

Ao final do terceiro trimestre, os empréstimos em atraso representavam 6% da carteira de crédito desse segmento, acima dos 5,7% registrados em junho e dos 5,5% do final do primeiro trimestre. A taxa também é levemente superior ao registrado em igual período de 2010, quando ficou em 5,9%.

O banco, assim como feito no segundo trimestre, atribuiu parte dessa elevação a uma mudança nos critérios de contabilização da inadimplência nas operações de cartões de crédito. Sem contabilizar as operações feitas com plásticos, o Bradesco informa que a inadimplência teria passado de 4,6% no segundo trimestre para 4,7% no terceiro trimestre.

O segmento de pequenas e médias empresas também registrou um leve aumento na inadimplência, de 3,6% em junho para 3,7% no final do mês passado, igual nível registrado no terceiro trimestre de 2010.

Já entre as grandes empresas, os atrasos ficaram estáveis em 0,4% da carteira de crédito do segmento. Em setembro do ano passado, essa inadimplência estava em 0,6%.

A taxa de inadimplência da carteira total do Bradesco subiu 0,1 ponto percentual no terceiro trimestre em relação ao segundo, chegando a 3,8%, mesmo percentual de igual período do ano passado.

O Bradesco informou ainda que a carteira de crédito expandida - que leva em conta avais, fianças e recebíveis - chegou em setembro a R$ 332,335 bilhões, elevação de 3,9% no trimestre e de 22% em 12 meses.

Para acompanhar essa elevação das operações de empréstimos e da inadimplência, o banco registrou um aumento nas despesas com as provisões para devedores duvidosos (PDD). Essa despesa foi de R$ 2,779 bilhões, aumento de 14% no trimestre e de 35% em relação ao terceiro trimestre de 2010.

O total dessas reservas, que servem para cobrir possíveis calotes dos clientes, chegou a R$ 19,091 bilhões, elevação de, respectivamente, 9,9% e 19,2%. No terceiro trimestre foi feita uma provisão adicional de R$ 1,006 bilhão.


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