Comércio exterior e fluxos de capitais são pontos mais fortes do índice no Brasil
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Brasil fica em 47º lugar em ranking de 60 países, segundo índice elaborado pela Ernst & Young.
O Brasil caiu uma posição no ranking de globalização elaborado pela empresa internacional de auditoria Ernst & Young.
O país passou da 46ª posição para o 47º lugar neste ano, dentre 60 países analisados, segundo relatório da empresa.
A pesquisa é elaborada com 20 indicadores que medem o grau de integração dos negócios nos países pesquisados, que incluem as maiores economias do mundo.
São cinco categorias: abertura comercial, movimentação de capital, troca de tecnologias, movimento de trabalhadores e integração cultural. O grau de abertura é medido em relação ao PIB de cada país.
Com 3,24 pontos, a pontuação geral do Brasil aumentou 0,02 ponto em relação ao ano passado, mas não o suficiente para evitar que o país perdesse uma posição.
Os pontos mais fortes do Brasil são a abertura comercial, com 3,5 pontos, e a abertura a fluxos de capital, com 4,4 pontos. O último índice, relativamente alto, deve-se parcialmente ao elevado nível de entrada de dólares por Investimento Estrangeiro Direto (IED). Ainda assim, mostrou uma queda em relação ao ano passado.
Mas mesmo nessas duas categorias, o Brasil ficou abaixo da média mundial. Desde 1995, o Brasil caiu três posições na classificação geral.
O primeiro do ranking de globalização foi Hong Kong, com 7,42 pontos. O Brasil ficou atrás do México (36º), da China (39º), do Peru (41º), da Colômbia (43º) e da Nigéria (46º). Os Estados Unidos ficaram em 23º lugar, atrás das principais economias europeias.
Em contrapartida, o país ficou na frente de Argentina (50º), Índia (55º), Rússia (56º) e Venezuela (58º).
Segundo a pesquisa, houve um crescimento na globalização no ano passado, apesar do cenário econômico adverso.
Segundo a pesquisa, o ano de 2011 não foi marcado por protecionismo, tendo ocorrido um aumento no comércio global e maior integração tecnológica por meio da Internet. Contudo, os fluxos de capital contrabalançaram esse aumento, registrando queda.
"Após a desaceleração observada em 2009, vemos o segundo ano consecutivo de crescimento lento, mas firme na globalização", diz o relatório.
No entanto, o surgimento de barreiras protecionistas continua sendo uma preocupação dos executivos, no caso de uma deterioração maior da economia mundial.
Do total dos executivos consultados pela entidade, 87% esperam um aumento do protecionismo caso haja uma nova recessão mundial, sendo que 31% dos entrevistados acreditam que haverá um aumento significativo.
Dos empresários, 51% acreditam que um aumento no protecionismo global provocaria uma baixa nas perspectivas de crescimento dos negócios.
"Embora a globalização continue em ritmo acelerado, independentemente de um crescimento mais fraco em todo o mundo, o espectro do protecionismo continua sendo uma ameaça", afirmou a Ernst & Young.
Confira na seção "Indicadores Econômicos" as principais variáveis macroeconômicas do Brasil
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