A indústria panificadora antende cerca de 45 milhões de pessoas diariamente e detém 1,66% do Produto Interno Brasileiro (PIB)
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Segmento de panificação movimenta R$ 62,99 bilhões por ano e deve ter um crescimento de 10% em 2012.
O modelo de padaria conveniência - estabelecimento que oferece no mesmo ambiente uma gama elevada de produtos e serviços, como o food-service, além do convencional pãozinho - é o único existente no mundo inteiro, segundo afirma o presidente da Associação Brasileira da Indústria da Panificação e Confeitaria (ABIP), Alexandre Pereira.
Por aqui, esse segmento de panificação movimenta R$ 62,99 bilhões por ano - faturamento correspondente ao período de 2011 e deve ter um crescimento de 10% em 2012.
Por ser único, esse modelo começa a chamar a atenção do empresariado internacional e abre caminho para sua exportação.
"Temos apresentando esse modelo em vários países, como Estados Unidos, China, Alemanha e México, por meio do programa Brazilian Bakery ancorado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), do governo Federal", conta Pereira, lembrando que a ABIP está também projetando um show room para levar além do conceito, outros produtos brasileiros para o mercado exterior.
Mas para que a padaria brasileira se mantenha como vitrine mundial, investimentos em modernização precisam ser constantes, principalmente nas de pequeno porte - considerados estabelecimentos com menos de 15 funcionários e que detém uma fatia de 20,7% desse mercado.
"Esse pedaço do mercado tende a ficar fechando em si, na sua maneira de prestação de serviço, não acompanhando a evolução do consumidor, que exige, além de uma gama maior de produtos e serviços, um atendimento personalizado ", diz Pereira, observando que a manutenção desse tipo de gestão condena o estabelecimento ao fracasso.
Para isso, a Abip mantém um convênio com o sistema de educação, para a capacitação dos profissionais.
Das 64 mil padarias espalhadas por todo o Brasil, Pereira destaca que apenas 5% delas possuem gestão altamente desenvolvida, com qualidade e padrões internacionais de atendimento.
Nesse cenário, uma fatia maior, de 25,8%, tem um perfil sistemático, o que significa uma gestão desenvolvida e com processos de produção, mas que podem ter prejuízos diante de novas concorrências por não ter uma visão inovadora devida.
"O setor, com efeito, soube modernizar-se, oferecendo serviços de self-service, delivery, refeições, sopas, produtos de adega, hortifrutis etc., atendendo assim às exigências e necessidades do moderno consumidor, mas é preciso uma participação maior de toda a indústria panificadora", diz.
Apesar de oferecer um leque grande de variedades, o coordenador nacional do Programa de Apoio à Panificação (Propan), Márcio Rodrigues, argumenta que o estabelecimento - padaria - não deve matar sua essência, a de permanecer sendo uma indústria panificadora.
"Para que esse tipo de comércio tenha sucesso é recomendado que 51% de seu faturamento seja de vendas da sua própria produção", enfatiza .
A indústria panificadora antende cerca de 45 milhões de pessoas diariamente, detém 1,66% do Produto Interno Brasileiro (PIB), gera 779 mil empregos diretos e 1,8 milhão de indiretos.
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