Quando lançou a operação da Netflix no Brasil, em setembro do ano passado, o fundador Reed Hastings chamou o país de "primeira grande empreitada internacional" da companhia de serviços de assinatura on-line de vídeos.
Mesmo já atuando no Canadá, a empresa americana considerava o Brasil como o grande passo para a expansão no exterior, pois era o primeiro mercado de língua não inglesa. Cerca de cinco meses depois, no entanto, a empresa admite que os negócios na América Latina estão longes de alcançar o patamar do Canadá.
Em uma carta para investidores publicada no site da Netflix, a companhia afirma que terminou o ano de 2011 na América Latina com praticamente o mesmo número de assinantes que tinha no Canadá cerca de quatro meses após o lançamento do serviço.
No entanto, a própria empresa ressalta, na carta, que "a América Latina tem cerca de quatro vezes mais casas com banda larga que o Canadá", o que mostra que a empresa vem enfrentando dificuldades para expandir o serviço aqui.
A companhia lista algumas razões que impediram um crescimento maior na região, onde a Netflix tem entre 700 mil e 800 mil usuários. Segundo o vice-presidente de comunicação e marketing, Jonathan Friedlan, a disponibilidade de dispositivos com acesso ao serviço e o fato do brasileiro não estar habituado a utilizar cartões no comércio eletrônico são alguns deles.
Mas algumas alterações que vêm sendo feitas no site brasileiro mostram que a empresa pode ter errado na estratégia escolhida ao entrar no país.
Uma das mudanças se refere à dublagem do conteúdo para o português, modelo escolhido em setembro para a maioria dos vídeos no site brasileiro.
Agora, a Netflix chegou à conclusão que o espectador local prefere as legendas. Friedlan diz que a dublagem é um recurso que deve ser usado apenas quando o serviço estiver mais massificado.
"Os primeiros assinantes são pessoas com alto nível de educação. Estamos ajustando o conteúdo", admite.
Outra conclusão que a americana chegou foi que conteúdos como as telenovelas mexicanas não emplacam no Brasil. Ao invés disso, na tentativa de cair no gosto do brasileiro, a empresa está disponibilizando vídeos direcionados ao perfil local, como DVDs de ‘stand up comedy' do comediante Rafinha Bastos e vídeos de lutas do Ultimate Fight Championship (UFC). Temos que ver o que as pessoas gostam e mudar", afirma Friedlan.









Meu Deus, demoraram tudo isso pra perceber o óbvio....
Mein Gott.
Será que ele já pensou em disponibilizar no site as novelas da Globo, SBT ou Record? Ou disponibilizar humorístico como "Pânico na TV, CQC ou Comédia MTV"? Ou programas de fofoca como "Video Show e Tv Fama" ? Esses programas são basicamente os melhorzinhos da tv aberta...