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Petroquímico

Braskem investe US$ 469 milhões em PVC

Domingos Zaparolli   (dzaparolli@brasileconomico.com.br)
14/05/10 15:55


Fábrica de PVC da Braskem na Bahia

Fábrica de PVC da Braskem na Bahia

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A Braskem finalmente tirou da gaveta o projeto da construção de uma nova unidade de produção de resinas PVC, anunciada inicialmente em 2008 e adiada em decorrência da crise internacional.

Na semana passada, a empresa informou ao governo de Alagoas que as obras no Polo Industrial de Marechal Deodoro, próximo a Maceió, se iniciarão nos próximos dias.

Serão erguidas em um prazo de 24 meses duas fábricas, uma de mono cloreto de vinila (MVC), insumo básico da resina, e outra do próprio PVC, com capacidade anual de 200 mil toneladas. O investimento programado é de US$ 469 milhões. Com a nova fábrica, a capacidade total de produção de PVC da Braskem alcançará 710 mil toneladas anuais.

O sinal verde para a unidade alagoana ocorreu em resposta à perspectiva de crescimento da demanda, na percepção de Rui Chammas, vice-presidente de polímeros da Braskem. O país consumiu 900 mil toneladas de PVC em 2009 e a projeção é que chegue a algo próximo de 1,2 milhão de toneladas até 2013.

"Calculamos que nossa nova capacidade produtiva, quando entrar em produção, será facilmente absorvida pelo mercado e já começamos a estudar novos investimentos", diz o executivo.

O principal mercado de PVC, com 70% das encomendas, é a indústria de construção civil, principalmente nas aplicações em tubos, conexões, esquadrias e forros. Os demais 30% são PVCs flexíveis, aplicados em diversas aplicações como mangueiras, calçados, embalagens, fios e cabos.

A expectativa de crescimento da demanda vem principalmente do mercado de construção civil, impulsionado pelas construções habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, e pela expectativa de investimentos em infraestrutura de saneamento básico.

"Há no país um grande déficit habitacional, estimado em mais de 6 milhões de moradias, e também um déficit de saneamento. Os indícios são que os investimentos para reduzir estes déficits estão na pauta pública, o que puxará a demanda de PVC", diz Chammas.

Novas aplicações

O executivo relata que a Braskem está trabalhando para ampliar o mercado consumidor de PVC. A área de pesquisa e desenvolvimento da companhia trabalha com duas inovações que, acredita Chammas, terão grande impacto no mercado de construção civil. Uma das novidades a empresa por enquanto guarda em segredo.

A outra é um sistema construtivo, batizado de ConcretoPVC, onde os painéis de PVC atuam como fôrma de encaixe em módulos, preenchidos com concreto e aço estrutural, formando as paredes das construções. Entre as vantagens desta parede é que ela dispensa o acabamento final (massa corrida e pintura) e permite uma alta produtividade.

O sistema, originalmente desenvolvido no Canadá, foi aplicado no Chile para a construção rápida de moradias para as vitimas do terremoto deste ano. No Brasil, já foi usado pela Fundação Nacional da Saúde (Funasa) na construção de unidades de atendimento no Espírito Santo.

Além da Braskem, que produz PVC em duas fábricas, uma na Bahia e outra em Maceió, atuam no mercado brasileiro a belga Solvay Indupa, com produção em Santo André (SP), e em Bahía Blanca, na Argentina, e a mexicana Mexichem, por meio de uma fábrica na Colômbia.

A estimativa é que hoje as importações respondam por algo entre 10% e 15% da demanda brasileira. A produção da Braskem é toda voltada ao mercado local, mas Chammas relata que, no médio prazo, a empresa se voltará também aos países do Mercosul e Colômbia.


Comentários

alcantara, são paulo | 07/06/10 17:17
temos acetato de polivinil, há interesse em negociar?
temos em estado natural, sem beneficiamento, atualmente fornecemos para empresas de tinta.
caso haja interesse, favor responder esse para estreitar o contato, sou representante legal da empresa.
favor enviar a lista de todos os outros minerais que participam de seu processo produtivo, talvez haja outro que poderemos fornecer


Vanderlei Gomes de Alcântara
Diretor


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