Roberto Setubal (Itaú) e Pedro Moreira Salles (Unibanco): fusão não representa ameaça à livre concorrência no setor
Comunidade
Um ano e nove meses depois da fusão entre os bancos Itaú e Unibanco, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou hoje (18) o negócio entre as duas instituições financeiras.
Os seis conselheiros e o presidente do órgão deram aval à união dos bancos, sem restrições.
O relator do caso, conselheiro Fernando Furlan, recomendou a aprovação da fusão com base nos pareceres da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda, da Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça e do Banco Central.
No entendimento do órgão, a fusão não representa ameaça à livre concorrência no setor bancário.
A fusão estava sob a análise do Cade havia oito meses, depois de passar pela Seae, pela SDE e pelo Banco Central.
O relator constatou que, em alguns mercados, a unificação das operações trouxe concentração superior a 20%.
Ele, no entanto, alegou ser pouco provável o exercício de abusos de mercado por parte das duas instituições.
Segundo Furlan, a competição entre os bancos brasileiros é grande. Além disso, a atuação dos bancos públicos ajudará a manter a concorrência apesar da fusão.
Anunciada em novembro de 2008, a fusão entre o Itaú e o Unibanco criou, na época, a maior instituição privada do país, com ativos de R$ 651 bilhões e 57 milhões de clientes até o fim do primeiro semestre de 2009.
Em agosto de 2009, o Banco do Brasil recuperou a liderança entre os bancos brasileiros, depois de comprar o Banco Votorantim e a Nossa Caixa, banco do governo estadual de São Paulo.
Um dos efeitos da fusão é o compartilhamento da rede de caixas eletrônicos e as tarifas de serviços prioritários, que foram unificadas pelo menor valor, segundo informações dos dois bancos.
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