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Papel & Celulose

Câmbio pressiona e lucro da Fibria recua 18% no 3º tri

Micheli Rueda   (mrueda@brasileconomico.com.br) - Atualizado às 12h52
11/11/10 09:09


No acumulado do ano, o lucro líquido da Fibria soma R$ 441 milhões, 83% inferior ao ganho de R$ 2,556 bilhões verficado um ano antes

No acumulado do ano, o lucro líquido da Fibria soma R$ 441 milhões, 83% inferior ao ganho de R$ 2,556 bilhões verficado um ano antes

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A Fibria informou nesta quinta-feira (11/11) que registrou lucro líquido de R$ 303 milhões no terceiro trimestre deste ano, queda de 18% frente ao ganho de R$ 368 milhões apurado um ano antes.

No demonstrativo financeiro, a companhia - resultante da fusão entre VCP e Aracruz - explicou que o recuo reflete o menor resultado financeiro, cuja queda foi de R$ 319 milhões.

"Essa redução significativa deveu-se ao menor resultado com variação cambial em R$ 299 milhões, já que no terceiro trimestre de 2009 verificamos uma desvalorização do dólar frente ao real de 9% contra apenas 6% no terceiro trimestre de 2010", detalhou.

A receita líquida avançou 28% entre julho e setembro, atingindo R$ 1,797 bilhão, contra R$ 1,402 bilhão verificado em igual época do ano passado.

A produção de celulose da companhia caiu 7% no trimestre, para 1,334 milhão de toneladas, devido à venda da unidade Guaíba.

Por sua vez, a menor demanda da Ásia no início do terceiro trimestre prejudicou as vendas da pasta, que recuaram 6%, para R$ 1,195 milhão de toneladas.

No que diz respeito a demanda da China, "o segundo semestre será mais fraco do que o primeiro. Essa é a perspectiva para encerramento do ano", avaliou em teleconferência João Elek, diretor financeiro e de relações com investidores da Fibria.

No segmento de papel, os resultado de produção e venda também tiveram queda quando comparados ao terceiro trimestre de 2009, de 15% e 5%, respectivamente, para 79 mil toneladas e 105 mil toneladas. 

No entanto, quando comparado ao segundo trimestre as vendas de papel foram 20% superiores, principalmente devido à sazonalidade em todas as linhas de produtos, com demanda dos segmentos editorial (compra de livros didáticos pelo Governo) e caderneiro, em preparação para o período de "Volta às Aulas 2011", aliada ao período de eleições.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado subiu 68% na comparação trimestral, passando de R$ 426 milhões para R$ 717 milhões. 

No acumulado do ano, o lucro líquido da Fibria soma R$ 441 milhões, 83% inferior ao ganho de R$ 2,556 bilhões verficado nos nove primeiros meses de 2009. A receita líquida apresenta alta de 23%, para R$ 5,281 bilhões no mesmo período.

Dívida

Após um ano de sua criação, a Fibria afirmou que sua dívida líquida caiu 21% no terceiro trimestre, em comparação ao mesmo período de 2009, para R$ 10,1 bilhões.

Diante disso, a alavancagem da empresa, relação entre endividamento e geração de caixa nos últimos 12 meses, passou de 7,2 para 3,9 vezes.

"À medida que reforçamos nosso Ebitda, o indicador de alavancagem tende a diminiuir", afirmou Elek.

De olho nesse perfil mais confortável da dívida e um balanço mais forte, a companhia planeja a convocação de uma assembleia para discutir a política de distribuição de dividendos, tendo em vista que no ano passo os proventos não foram pagos.

"Não tem variável única para definir distribuição de dividendo. Mas a administração da dívida passa por essa avaliação", disse Elek.

Investimentos

A companhia fechou o trimestre com investimentos da ordem de R$ 299 milhões, montante 11% superior ao observado um ano antes.

O diretor financeiro reforçou a perspectiva de encerrar o ano com um investimento total de R$ 1,2 bilhão.

"Estamos em linha com esse plano, não há afastamento significativo", considerou o executivo.

Para 2011, a expectativa é de aumento em função dos planos de expansão, mas "o valor ainda não foi aprovado".


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