Determinar estimativa de tráfego, lidar com desapropriações e licenças ambientais tornam o projeto complexo na avaliação da companhia
Comunidade
O Grupo CCR, de concessões na área de infraestrutura, tem a intensão de participar da disputa pelos trechos Sul e Leste do Rodoanel Mário Covas, localizados no estado de São Paulo.
Mas, de acordo com Arthur Piotto, diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, o grau de interesse dependerá de uma análise cuidadosa de fatores como expectativa de tráfego, de dificuldade de obtenção de licenças ambientais, deslocamento de pessoas e desapropriação de terrenos, além de toda a engenharia financeira.
"Como somos concessionárias do trecho Oeste, naturalmente temos interesse nos demais trechos", diz o executivo.
O edital para a concessão dos trechos Sul e Leste do Rodoanel foi lançado ontem (4) e a abertura das propostas acontecerá no dia 4 de novembro. Será usado como critério de escolha da empresa vencedora o menor valor de tarifa básica de pedágio.
As referências estipuladas pelo governo foram de R$ 6 para o trecho Sul e de R$ 4,5 para o trecho Leste, que terá que ser construído por quem ganhar a disputa.
O período de concessão será de 35 anos e a demanda por investimentos de R$ 5 bilhões, mais R$ 370 milhões de outorga fixa.
Para Piotto, ao contrário da maior parte das concessões assumidas pela companhia até agora, a necessidade de construir um dos trechos a partir do zero faz com que a avaliação do projeto mereça atenção redobrada. Principalmente devido aos elevados montantes envolvidos.
Para ele, estabelecer a engenharia financeira do projeto também será um desafio complexo. "Em necessidade de capital, é bastante ambicioso. Pode ser feito por uma companhia só. Mas esta não parece ser a maior probabilidade", diz Piotto.
Por causa da crise financeira internacional de 2008 e 2009, a companhia teve dificuldades para captar recursos no mercado financeiro e honrar o pagamento de algumas das parcelas da dívida de R$ 2 bilhões com o governo estadual, relativa à concessão.
O ponto mais crítico para o sucesso da proposta e da operação, porém, segundo o executivo, será a estimativa de tráfego, que em última análise determinará a receita da companhia vencedora.
Paralelamente ao desenvolvimento da proposta de participação na licitação do Rodoanel a CCR pretende avaliar outros projetos, incluindo novas aquisições.
"Outras coisas poderão acontecer no meio do caminho", afirma Piotto, em entrevista após a aquisição de 73,45% do capital da Rodovias Integradas do Oeste S.A. (SPVias).
A compra, condicionada ainda a aprovação do poder público responsável pelas concessões e pela concordância dos detentores das demais ações de venderem sua participação a CCR, faz parte dos planos anunciados no ano passado, quando da captação de R$ 1,2 bilhão com o lançamento de mais ações na BM&F Bovespa.
Além dos recursos em caixa, Piotto afirma que a companhia pretende levantar também recursos no mercado para bancar o negócio e os investimentos necessários.
A participação de capital próprio deverá ficar por volta de 30%, diz.
Com os cerca de R$ 950 milhões desembolsados pela Rodovias Integradas do Oeste, administradora 515 quilômetros de rodovias, divididos em seis trechos no estado de São Paulo, a CCR passará a ter sob seu comando a gestão aproximadamente 2,4 mil quilômetros de rodovias, em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.
Segundo Piotto, a ampliação da cobertura permitirá ainda a geração de ganhos em escala.
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temos 50 mil assnaturas ja mandamos 20 mil para o governo anterior e vamos mandamos 30 mil para ogeraldo cueremos uma alsa de acesso no rodoanel na rodovia JR smao loiro Junero KM 43,6 divisa com imbuguacu a zona esta ensolada isto e bom para quem vae administra o treixo sul pois cuem esta na mediaçao do jd anjela nao vae para o embu paga 2 pedagio s ele poe paga so um vamos faser uma manifestaçao para cobra esta entrada e aduplicaçao da M. Bi Mirim gostaria de ter uma reuniao com so intereçados espero rsposta imediata (11)80198038 -055174117