Ticker Bolsa 1

Ticker Bolsa 2

Análise

Cenário macroeconômico beneficia construtoras

Déborah Costa   (dcosta@brasileconomico.com.br)
22/02/12 16:31


"Recuo da taxa Selic, o bom nível da renda do brasileiro e os bons números sobre o desemprego acabam favorecendo o setor de construção"

Collapse

Comunidade

Partilhe: del.icio.us   Digg   Facebook   TwitThis   Google   Mixx   Technorati  

Diante da perspectiva de crescimento econômico moderado em 2012 e a gradativa redução da Selic, a Ágora Corretora revisou para cima os preços-alvo de duas empresas do setor de construção.

A primeira delas foi a PDG Realty Empreendimentos e Participações, com preço alvo saindo de R$ 10,30 por ação para R$ 10,70.

De acordo com relatório, a corretora levou em consideração as premissas macroeconômicas, a redução do crescimento dos lançamentos e o ajuste dos resultados no curto prazo.

José Francisco Cataldo, analista da Ágora Corretora, explicou que o ambiente macroeconômico levado em consideração foi de expansão na atividade econômica (Produto Interno Bruto - PIB) de 3,6% neste ano, inflação próxima da banda superior do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e taxa de câmbio no atual patamar.

Neste contexto, "o recuo da taxa Selic, o bom nível da renda do brasileiro e os bons números sobre o desemprego acabam favorecendo o setor de construção", justificou Cataldo.

Vale lembrar que o Banco Central iniciou a política de afrouxamento monetário em agosto de 2011, e na ata do último encontro a autoridade monetária disse que vê grandes chances do país ter taxa de juros de um dígito.

Neste contexto, as ações ordinárias (PDGE3) da PDG valorizam 11,72% no acumulado de fevereiro.

A Ágora destacou ainda que prevê um balanço neutro. Assim, a probabilidade da companhia apresentar um resultado fraco em 2011 é elevada, refletindo os projetos da Agre, que estão em fase adiantada de construção, representando uma fatia maior de receitas com esses projetos.

A estimativa é de retração de 5,4% da receita líquida no quarto trimestre de 2011, na comparação com os três meses anteriores, podendo contabilizar R$ 1,741 bilhão.

A geração de caixa, por sua vez, medida pelo Ebitda, deverá sofrer redução de 15,7%, nesta mesma base de comparação, para R$ 296 milhões. O lucro poderá recuar 36,6% no trimestre.

No mesmo cenário de expectativas econômicas, a corretora elevou o preço-alvo da MRV Engenharia (MRVE3) para R$ 16,40, contra R$ 15,80.

A corretora ressaltou que o comportamento da MRV nos três últimos meses de 2011 também deverá ser fraco.

A expectativa é de um lucro líquido 9,2% menor no quarto trimestre, ante o trimestre anterior, totalizando R$ 209 milhões, enquanto a receita líquida poderá ser contabilizada em R$ 1,12 bilhão (-6,4%).

Já no caso da Viver Incorporadora e Construtora (VIVR3), a Ágora cortou o preço alvo, saindo de R$ 3,50 anteriormente para R$ 3,00, com a recomendação de "manter" para as ações.

Neste mês, os papéis da Viver acumulam alta de 17,22%.

Segundo a corretora, esta última companhia deverá demorar a normalizar suas margens, em um momento que está altamente alavancada, "o que deve afetar o lucro líquido e impedir os lançamentos esperados".

Com isso, o prognóstico é de prejuízo líquido de R$ 7 milhões em 2012 e lucro de R$ 12 milhões no próximo ano. Já no quarto trimestre de 2011 a empresa pode sofrer uma perda de R$ 28 milhões.


Comentários

Ainda não existem comentários. Seja o primeiro a comentar!
Envie o seu comentário

Os comentários enviados serão publicados após aprovação. O Brasil Econômico reserva-se o direito de não publicar comentários considerados como ofensivos ou sem ligação alguma ao artigo em questão

outros jornais da EJESA