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Ásia

China tem superávit maior, mas importações mais fracas

Felipe Peroni   (fperoni@brasileconomico.com.br)
10/01/12 18:26


Para os analistas do Barclays, a estabilização das exportações deve ser temporária, e a queda da demanda mundial deve se refletir nos próximos dados

Para os analistas do Barclays, a estabilização das exportações deve ser temporária, e a queda da demanda mundial deve se refletir nos próximos dados

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A divulgação de dados fracos das importações da China levanta preocupações, mas analistas apontam que o resultado reflete redução de preços.

O superávit comercial da China aumentou em dezembro, atingindo US$ 16,5 bilhões, frente a US$ 14,5 bilhões no mês anterior. O avanço, contudo, ocorreu devido a uma desaceleração nas importações, o que levanta receios de desaceleração.

"A grande preocupação com os dados é o fraco desempenho das importações, que sinalizam menor crescimento da atividade no país", afirmaram em relatório os economistas do Santander.

As importações cresceram 11,8% em dezembro, ante o mesmo mês do ano passado, para US$ 158 bilhões, enquanto o mercado esperava alta de 18%. O número também representa uma queda em relação a novembro, quando a alta havia sido de 22,1%.

Para os economistas do Barclays, há um componente sazonal nesse recuo, que não é explicado totalmente pela retração da demanda do país.

"Acreditamos que esse crescimento fraco nas exportações tenha sido levado por preços mais baixos para as commodities importadas", afirmam em relatório os analistas do Barclays, Jian Chang, Yiping Huang e Lingxiu Yang.

"A demanda doméstica está desacelerando, mas a um ritmo gradual, e deve permanecer robusta, em comparação com os padrões internacionais", explicam. Os analistas ainda apostam em um "soft landing", um pouso suave para a economia.

Nas exportações, o número mostrou que as vendas externas ficaram quase estáveis no mês de dezembro. Com exportações de US$ 175 bilhões, a alta foi de 13,4% em relação a dezembro de 2010. Em novembro, o avanço havia sido de 13,8%.

Para os analistas do Barclays, a estabilização das exportações deve ser temporária, e a queda da demanda mundial deve se refletir nos próximos dados.

"Efeitos sazonais à parte, mantemos a previsão de maior desaceleração das exportações e importações em 2012, para uma expansão de 10% e 13%, respectivamente". Em 2011, a expansão anual das exportações foi de 20,3%, enquanto das importações foi de 24,9%.

Segundo os dados divulgados nesta manhã, o superávit comercial da China atingiu US$ 155 bilhões em todo o ano de 2011, um recuo frente aos US$ 183 bilhões do ano anterior. O dado vem caindo nos últimos anos, sendo que em 2009 era de US$ 196 bilhões, e em 2008 chegou a US$ 296 bilhões.

Para os analistas do Barclays, a China está assumindo um papel mais importante como importador na economia global.

"O dado suporta nossa visão de que um reequilíbrio global esteja ocorrendo, em meio a um crescimento fraco dos mercados desenvolvidos e uma demanda chinesa robusta", dizem os analistas.


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