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Criatividade

Cinema nacional ganha sotaque hollywoodiano

Thais Moreira   (tmoreira@brasileconomico.com.br)
23/01/12 14:00


Trementócio: o cinema brasileiro está em um nível equiparado ao internacional

Trementócio: o cinema brasileiro está em um nível equiparado ao internacional

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Quarta edição do Hollywood Brazilian Film Festival vira “vitrine” das produções brasileiras em Los Angeles.

Há quatro anos, o cinema brasileiro iniciou o seu processo de internacionalização e, desde então, vem ganhando espaço em Hollywood. Neste cenário, a agência Puzzle, comandada por Guilherme Trementócio, anuncia a quarta edição do Hollywood Brazilian Film Festival,que vai acontecer entre os dias 6 e 10 de junho de 2012 no Hotel Roosevelt, em Los Angeles, na Califórnia.

"O cinema brasileiro está em um nível equiparado ao internacional e está sendo visto como um mercado potencial pelos grandes estúdios de Hollywood", afirma Trementócio, e diretor da Agência Puzzle. Segundo o publicitário, o festival é a porta de entrada para a comercialização de filmes nacionais em cenário internacional.

Exemplo disso foi o longa metragem "Riscado", do brasileiro Gustavo Pizzi, que foi apresentado na última edição do festival e ganhou visibilidade. Este ano, o produtor vendeu o longa que será exibido nas telonas americanas e canadenses.

Para a fundadora e idealizadora do evento, a brasileira Talize Sayegh, o plano é ser a vitrine do cinema nacional para o mundo.

"O festival vem se tornando cada vez mais um palco de oportunidades de negócios", diz Sayegh, que vive em Los Angeles há 23 anos e conta com a parceria do diretor artístico Sandro Fiorin.

A empresária também é dona da Lis Productions, empresa de promoção e divulgação de cultura brasileira nos Estados Unidos.

Patrocínio

Na edição de 2011, o Hollywood Brazilian Film Festival teve como patrocinadora a sul-coreana LG Electronics, que aproveitou o momento para lançar sua televisão Cinema 3D. O retorno do patrocínio foi de US$ 6 milhões. "A terceira edição mostrou que o festival se encaixou nos trilhos", diz Sayegh.

Segundo a produtora, este ano, para a quarta edição, as negociações com empresas para o patrocínio estão em andamento, e prometem crescer. "Não estamos pedindo passagem, estamos chegando para ficar, porque o Brasil é um dos poucos países que investem no cinema nacional", complementa.

Em seus três primeiros anos de história, o festival promoveu um total de 150 sessões de cinema, 5 seminários e outros eventos correlacionados. O balanço dos três primeiro eventos do cinema brasileiro em território americano atingiram um público de 200 mil pessoas, incluindo o público online.

Segundo a Agência Puzzle, promotora do evento, nos últimos 3 anos, o aumento das co-produções internacionais filmadas no Brasil ficou acima de 100% ao ano.

Destaques

No ano passado, comissão julgadora do evento, que contou com Ernest Hardy, Shaz Bennett, Pedro Kos, Hebe Tabachnik, Ellen Pittleman e Claudio Marcelo Reis, avaliou 18 produções independentes, que são o primeiro filme de cada diretor.

O longa-metragem brasileiro Por el Camino, de Charly Braun, foi o vencedor da categoria Melhor Filme. No elenco, os atores Esteban Feune de Colombi, Jill Mulleady Jill, Guilhermina Guinle e Naomi Campbell.

O filme foi rodado no Brasil e no Uruguai, em 2010 e conta a aventura de um jovem argentino, chamado Santiago, que decide ir ao Uruguai conhecer um terreno deixado por seus pais.

Já o vencedor do Melhor Curta foi Contagem, dos diretores Gabriel Martins e Maurílio Martins. Tem 18 minutos de duração, e conta com os atores Kelly Crifer, Leo Pyrata, Bárbara Colen, Osman Rocha Alcântara e Robert Fran em seu elenco. Retrata um acontecimento, quatro pessoas e a cidade de Contagem, em Minas Gerais.


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