O ex-presidente Vladimir Putin possui ampla vantagem no interior da Rússia, encontrando resistência apenas nas duas cidades mais populosas, a capital Moscou e São Petersburgo.
As eleições presidenciais na Rússia acontecem no dia 4 de março e mais uma vez o atual primeiro-ministro Vladimir Putin é favorito.
Após comandar o país entre 2000 e 2008, Putin articulou e conseguiu eleger Dmitri Medvedev, enquanto passou a ocupar a chefia do parlamento.
Desta vez, no entanto, o ex-presidente possui ampla vantagem no interior da Rússia, encontrando resistência apenas nas duas cidades mais populosas, a capital Moscou e São Petersburgo.
Para Alexandre Hecker, professor de história contemporânea do Mackenzie, a força de Putin reside na forma de governar. "A situação da Rússia está longe de representar uma democracia. O atual governo usa do populismo e do autoritarismo, que são duas vertentes que sempre aparecem unidas por lá", definiu.
Na visão de Hecker, outro ponto que favorece Putin está no fato dele ter pertencido aos quadros da antiga polícia secreta da União Soviética, a KGB.
"O passado comunista da Rússia favorecia a burocracia e até hoje ela é que determina as questões relativas ao poder. Quando a antiga União Soviética ruiu, a sociedade se desorganizou, mas os órgãos seguiram de pé", ponderou o professor.
O quadro sucessório de Medvedev ficou ainda mais polêmico quando a candidatura do liberal Grigory Yavlinsky foi barrada por questões técnicas. No último sábado (28/1), diversos protestos ocorreram no país pedindo por mais participação política.
Além disso, entre os candidatos, poucos teriam chances de bater Putin. Nas últimas pesquisas, Guennádi Ziuganov, do Partido Comunista, apareceu em segundo lugar.
O bilionário Mikhail Prokhorov foi o único independente a registrar candidatura. Hecker afirmou que sua candidatura é algo que se repete em diversos países. "Isso dá a entender que é uma espécie de falência da política tradicional de partidos. Soma-se a este fato uma mistura antiética de assuntos empresariais com os de governo. Estes candidatos pensam em também dominar o estado", comentou.
Disputam ainda o cargo de presidente da Rússia, Vladímir Jirinóvski, do Partido Liberal, e Serguêi Mironov, do Partido Social Democrata.
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