Ontem foi dado um passo importante no sentido de o brasileiro também usufruir da tecnologia de convergência e poder adquirir de um só grupo empresarial o seu pacote de serviços de telecomunicações.
A notícia de que Embratel, Claro e Net lançaram o seu primeiro combo reunindo telefonia celular, fixa, banda larga e tevê a cabo, editada na página 19, confirma o que não chega a ser uma surpresa, porque tem sido anunciado como futuro, mas significa a confirmação de uma tendência de desenvolvimento, que torna mais prática a vida do cidadão e das empresas e coloca a comunicação no patamar de facilidade que ela merece devido à importância progressiva observada nos tempos recentes.
A exemplo dos países de alto índice de desenvolvimento humano, também aqui haverá uma oferta ampla de serviços variados num único pacote. As três grandes operadoras de telecomunicações - Telefônica-Vivo-TVA, e Oi, além da Embratel-Claro-Net que lançou o seu combo ontem - vão certamente nos inundar com pacotes de todos os tamanhos e cores, e os preços ficarão cada vez acessíveis.
Sem dúvida, a regulamentação que resultou do Projeto de Lei nº 116, aprovada em agosto último, é a responsável por essa movimentação. Executivos e especialistas envolvidos com telecomunicações acreditam que o mercado será outro em menos de um ano. Há previsão de um novo ciclo de investimentos que alcança R$ 144 bilhões até 2020 na massificação da banda larga. Vai haver um salto na competição, todos se preparam para estrear a fase da convergência absoluta.
Com a possibilidade de operarem tevê a cabo, a alternativa de levar televisão por satélite utilizada durante algum tempo pelas operadoras vai ser rapidamente substituída por fibra óptica e cabo, tecnologias menos onerosas.
Em pouco tempo a grande maioria das cidades poderá também acessar televisão pelo laptop e obter conteúdos da internet pela televisão, ou assistir a programas de tevê pela tela do celular ou ler mensagens do celular pela tevê. Essas são variáveis previstas no mundo convergente. A competição será acirrada e benéfica para todos.
A aprovação da lei tem outra repercussão interessante. É esperado que grande parte dos mais de 5,5 mil municípios espalhados pelo país tenha, enfim, acesso à tevê a cabo. Até agora, as grandes cidades já usufruíam dessa comodidade e a somavam às demais modalidades de comunicação, embora em ofertas individuais.
Mas os pequenos municípios simplesmente ficavam de fora desse mundo convergente devido ao impedimento imposto às teles. O grande passo, portanto, consiste na universalização do serviço de tevê por assinatura a todos os brasileiros. As concessões de tevê vão virar rotina na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o combo completo poderá chegar aos lares mais distantes.
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Thaís Costa é editora Executiva do Brasil Econômico
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