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Investimentos

Conservador, fundo do Paraná Banco supera o Ibovespa

Vanessa Correia   (vcorreia@brasileconomico.com.br)
19/07/10 15:44


Sevalli:

Sevalli: "Não queremos investir em empresas com potencial no curto prazo"

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A aposta em empresas de médio porte listadas na BM&F Bovespa, mas com enorme potencial de crescimento nos próximos cinco anos, tem rendido bons resultados ao Paraná Banco Asset Management (PAM).

Com cerca de R$ 380 milhões em ativos sob gestão, em pouco mais de dez anos de existência, a PAM procura manter um contato próximo às empresas nas quais investe para aproveitar todas as oportunidades.

"Não queremos investir em uma companhia visando os possíveis ganhos que oferece no curto prazo. Queremos ser sua sócia e, para isso, precisamos manter contato direto com a direção da empresa. Por que não ter uma fatia que nos garanta um assento no conselho de administração da empresa?", questiona Roberto Sevalli, diretor da Paraná Banco Asset Management.

"Não adianta procurar as companhias mais conhecidas do mercado e sim o potencial valor delas", completa.

A gestora oferece aos seus clientes três fundos de renda variável com mandatos diferentes: J. Malucelli Ações (fundo Ibovespa ativo), J. Malucelli Small Caps (que investe em empresas com bom potencial de crescimento em um prazo de cinco a 10 anos) e Marlim (fundo que investe em empresas consideradas boas pagadoras de dividendos).

O diretor da PAM explica a metodologia para a escolha das empresas que distribuem proventos generosos. "Para entrar em nosso radar, a companhia precisa apresentar dividend yield [taxa obtida dividindo-se o valor do dividendo distribuído por ação pelo preço atual da ação] de 6%, nos últimos três anos. A partir dessa lista, selecionamos as empresas que mais pagam proventos e as que estão melhor posicionadas no cenário econômico brasileiro", explica.

"Caso a empresa se desenquadre do perfil, será excluída da nossa carteira."

Já a estratégia para o fundo Marlim é diferenciada. "Como não há padronização no mercado brasileiro para small caps, definimos que o valor de mercado da empresa precisa ser superior a R$ 4 bilhões para entrar no radar. Mas a composição do Marlim não é tão rígida quanto o que foca em dividendos. Se identificarmos uma boa oportunidade, não deixaremos de aproveitá-la", diz.

Atualmente, 11 empresas fazem parte do fundo. "São companhias que têm tempo de maturação de cinco anos, com boa administração e cujo foco do negócio é mantido. Porém, como são companhia cujas ações têm baixa liquidez, procuro investidores com perfil de longo prazo, para não haver descasamento do portfólio", explica o diretor do Paraná Banco Asset Management.

Rentabilidade

Com uma gestão conversadora e disciplinada, os fundos de renda variável da PAM apresentam retornos acima de seu benchmark, o Ibovespa.

"O principal índice da bolsa brasileira encerrou o primeiro semestre de 2010 com rentabilidade negativa. As estratégias e a disciplina adotadas pelos fundos de investimento em ações Marlim, J. Malucelli Small Caps e J. Malucelli Ações garantiram a obtenção de resultados superiores ao de seu benchmark", ressalta.

O encerramento do primeiro semestre representa, além disso, o aniversário de dois anos dos fundos de investimento em ações Marlim e J. Malucelli Small Caps.

No período de 24 meses, o Ibovespa acumula rentabilidade negativa de 6,28%, enquanto os fundos apresentam ganhos de 33,52% e 27,67%, respectivamente.


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