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Construtoras se destacam entre as baixas do Ibovespa

Bárbara Ladeia   (bladeia@brasileconomico.com.br)
30/06/11 17:34


Os investidores, sem ganhos há longa data, poderiam estar pressionando os principais papéis do setor para acelerar a queda mirando uma reversão

Os investidores, sem ganhos há longa data, poderiam estar pressionando os principais papéis do setor para acelerar a queda mirando uma reversão

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As ações ligadas ao setor imobiliário encerraram o último pregão do trimestre com forte desvalorização, pesando na ponta negativa do principal índice acionário nacional nesta quinta-feira (30/6).

As ações da Brookfield (BISA3) caíram 3,06% para R$ 7,61, as da Rossi (RSID3) recuaram 1,16%, para R$ 12,76, e as da Gafisa (GFSA3) perderam 1,98%, cotadas a R$ 7,43.

Os papéis da PDG Realty (PDGR3) tiveram queda de 1,90%, aos R$ 8,79 e os da Cyrela (CYRE3) se desvalorizaram em 2,81%, para R$ 14,87. MRV Engenharia (MRVE3) caiu 2,56%, para R$ 12,96.

Mesmo com o mau humor generalizado nas operações do setor, sob os critérios da análise fundamentalista, não houve motivo aparente para tamanha queda.

Com os olhos no noticiário do setor e nos fundamentos das empresas, parte dos operadores que trabalharam neste pregão não visualizou novas informações capazes de gerar tamanho abalo nos papéis.

"A alta do mês passado já não justifica as quedas deste mês", avalia Wesley Bernabé, analista do BB Investimentos. "O mercado não só já realizou os lucros como já perdeu mais um pouco."

Mais do que isso, as perspectivas ainda são positivas, uma vez que as prévias para o trimestre devem ser divulgadas na próxima semana.

"Estamos esperando que as prévias sejam bem recebidas", explica Bernabé, ponderando o fato da elevada exposição dos papéis do setor ao capital estrangeiro - sensível, portanto, a ruídos externos.

"Mesmo assim, o problema na Grécia, por exemplo, não seria suficiente para pressionar esses papéis dessa forma."

Análise técnica

George Barros dos Santos, da Futura Investimentos, por sua vez, lembra que o Índice BM&FBovespa Imobiliário (Imob) vem de uma zona de congestão, seguida por uma tendência de baixa iniciada no começo de junho.

Os investidores, sem ganhos há longa data, poderiam estar pressionando os principais papéis do setor para acelerar a queda. Tocando mais rapidamente o suporte, e sem fundamentos para uma nova baixa, a expectativa é de reversão para os papéis que compõem o Imob.

Segundo os gráficos de Santos, neste pregão o índice chegou muito perto do fundo.

"É absolutamente possível que o mercado esteja fazendo pressão para forçar uma queda maior e mais rápida e, assim, reverter essa tendência o quanto antes", pontua.


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