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Copa e Olimpíadas mudam as estratégias da CCR

Carolina Marcondes   (cmarcondes@brasileconomico.com.br)
13/11/09 08:30


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Os eventos esportivos mais importantes do planeta que ocorrerão no Brasil em um intervalo de dois anos poderão alterar as estratégias da Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) em dois trechos: a ponte Rio-Niterói e a rodovia Presidente Dutra.

A Copa do Mundo de 2014 aumentará o fluxo de passageiros na Dutra, que liga São Paulo e o Rio de Janeiro. As negociações com o governo federal ocorrem desde antes da escolha do país como sede dos eventos, mas a confirmação poderá ser um diferencial na ampliação dos investimentos.

"Estamos negociando com o governo federal para tentar acomodar mais investimentos. Seria uma ‘obrigação' nova, e a partir disso tentaremos buscar a manutenção do equilíbrio do contrato", diz Arthur Piotto, diretor de relações com investidores da companhia.

Ou seja: a CCR investirá mais, mas deverá ser recompensada; a prorrogação do contrato de concessão seria uma alternativa.

Há ano a CCR afirma que as praças de pedágio da Dutra estão localizadas em locais de menor tráfego de veículos, o que reduz a receita de tarifas. Para a companhia uma mudança nos locais poderia aumentar a receita da companhia sem elevar o número de praças. "Atingir mais usuários pode reduzir a tarifa, mas essas negociações são extensas e não temos uma previsão de quando isso pode acontecer", diz Piotto.

No caso da ponte Rio-Niterói, as Olimpíadas no Rio em 2016 podem incentivar a prorrogação do contrato de concessão, que será encerrado em 2015. "A CCR terá o interesse de renegociar, mas nos parece que o contrato poderia ser objeto de um novo conjunto de investimentos, e através dessa cláusula contratual poderíamos buscar um novo prazo".

Tráfego e lucro caem no terceiro trimestre

No 3º trimestre a CCR lucrou R$ 185 milhões, queda de 12,4% na comparação anual.

O tráfego nas rodovias caiu 1,7%, se desconsideradas a Renovias (onde a CCR tem 40% do controle) e o RodoAnel, concessão conquistada no primeiro semestre do ano passado. Se incluídas, o avanço é de 14,5%.

O endividamento de curto prazo por conta do pagamento da outorga do Rodoanel reduziu o lucro, diz Piotto.

 


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