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Diante de investidores estrangeiros, presidente mostra sintonia com governo paranaense nas estratégias de aplicação.
A Companhia Paranaense de Energia (Copel) aproveitou o evento do "Copel Day" na Bolsa de Nova York, ontem, para delinear novas frentes da estratégia de crescimento, para ampliar sua base de acionistas do exterior.
A convite da Nyse, em plena Wall Street, Ronald Ravedutti, presidente da empresa que atua na geração, transmissão e distribuição de energia, apresentou aos analistas e investidores estrangeiros o que chamou de "novo estilo" da companhia.
Um plano de ampliar os investimentos no setor fora do estado do Paraná, com respaldo do governo do estado.
"Pretendemos participar de investimentos fora do estado de forma mais agressiva, para melhorar evidentemente o fluxo de caixa da empresa", disse Ravedutti, por telefone, ao Brasil Econômico.
Mas objetivamente, em princípio, a ideia é participar de quatro usinas geradoras que serão colocadas em leilão pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), entre elas a Usina Açucareira São Manoel e as hidrelétricas Teles Pires.
"Só nesse conjunto, já têm 3.200 megawatts a serem estudados".
Um fator de risco recorrente de uma empresa como a Copel, cujo sócio majoritário é o estado do Paraná, é o conflito de interesses. "Isso é outra coisa que estamos mostrando aqui, não existe nenhuma diferença entre empresa estatal e privada".
A afinação do discurso veio com o governador Orlando Pessuti. Segundo ele, a Assembleia Legislativa deve votar hoje um projeto de lei que permitirá à Copel participar minoritariamente de empreendimentos.
Isso pode fortalecer a dinâmica de uma atuação mais ampla. "Deixa de ter obrigatoriedade de ser sócia majoritária e isso facilita para que possamos construir novas parcerias, para expandir nossa presença no mercado", diz Pessuti.
Nada disso irá refletir em mudanças na política de distribuição de dividendos da empresa, assegurou o presidente. Desde o início do ano, os papéis preferenciais classe B da companhia subiram cerca de 9%.
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