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Futebol

Corinthians veste black-tie para alavancar receita com lojas

Michele Loureiro   (mloureiro@brasileconomico.com.br)
03/02/12 18:31


Franquias da Poderoso Timão atraem investidores ilustres, como o goleiro Júlio César

Franquias da Poderoso Timão atraem investidores ilustres, como o goleiro Júlio César

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Time paulista estuda criação de rede franqueada para comercializar produtos destinados à classe A.

O Corinthians vai vestir black tie este ano. O ‘time do povo' quer mostrar que também há espaço para a elite em sua gama de produtos e está em vias de implantar uma rede de lojas destinada ao topo da pirâmide.

Apesar do novo tom mais rebuscado, o ‘povão' continua na mira da equipe, que pretende dobrar o número de pontos de venda da rede Poderoso Timão em dois anos e faturar cerca de R$ 28 milhões por ano.

Apostando nos extremos, as iniciativas do Corinthians convergem para um ponto comum: ampliar a receita do time. Atualmente, a equipe paulista encabeça o ranking de times brasileiros e encerrou 2010 com um montante de R$ 212,6 milhões, crescimento de 17,4% ante o ano anterior, segundo a Consultoria BDO.

O comandante das ações de marketing do Corinthians, Luiz Paulo Rosenberg, disse que a nova rede de lojas irá comercializar peças como ternos, camisas e vestidos sociais e será especialmente destinada aos 20% dos torcedores do time que pertencem a classe A.

Contrariando o imaginário popular, o Corinthians é o time com a maior torcida elitizada do país, superando inclusive seu rival São Paulo, que tem 15% dos torcedores no topo da pirâmide.

A versão premium do Corinthians sai do papel até o fim deste ano e segue a rota de times internacionais, como o Barcelona. "Estamos estudando uma parceria com a Nike, que é nosso fornecedor oficial, mas não descartamos incluir outros licenciadores para a nova marca", disse Rosenberg.

Além de elitizar o brasão corintiano, Rosenberg também garante que haverá espaço para a expansão da rede de lojas franqueadas Poderoso Timão.

A ideia é praticamente dobrar o número de unidades nos próximos dois anos, passando de 105 para 200 pontos de venda.

"Estamos estudando o formato de quiosques em shoppings como alternativa para chegar aos pontos mais variados do Brasil", explica o vice-presidente de marketing. Cada franquia custa entre R$ 150 mil e R$ 200 mil e o negócio rentável atrai até mesmo jogadores do time, como o goleiro Júlio César.

Até chupeta

Além de aguçar a paixão dos fanáticos corintianos, as lojas que comercializam mais de mil produtos dão uma força extra aos cofres do clube. Em 2011 o faturamento da rede foi de cerca de R$ 140 milhões e aproximadamente 10% deste montante foi repassado ao time.

Outra aposta do Timão são as farmácias temáticas. Uma loja piloto já foi instalada no Parque São Jorge, casa do time, e servirá para medir a aceitação a produtos que vão desde chupetas a medicamentos com o logo do time. Rosenberg disse que a rede farmacêutica deve englobar de cinco a dez lojas nos próximos anos.


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