Lutz afirmou também que o acordo com a ALL não altera os negócios da Rumo, divisão de logística controlada pela Cosan
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Para Marcos Lutz, diretor-presidente da Cosan, o acordo com a ALL não altera os negócios da Rumo. Ações da empresa (CSAN3) têm queda superior a 5% neste pregão.
A Cosan Indústria e Comércio espera obter sinergias com a compra das 38.980.117 ações, por R$ 896,5 milhões da América Latina Logística (ALL).
De acordo com Marcos Lutz, diretor-presidente da Cosan, a operação faz parte dos planos de expansão da companhia.
"Vamos ingressar em um grande ciclo de investimentos e é essencial fazer parte da ALL, que é uma espinha dorsal da estrutura logística brasileira", comentou nesta quarta-feira (22/2) em teleconferência.
Para Lutz, o retorno dos investimentos se dará por meio da junção das estratégias das duas empresas. "Temos que entender a fundo os próximos passos evitando conflitos de interesses. A ALL está entrando num ciclo diferente e olharemos com atenção como as coisas vão ser definidas pelos acionistas", completou.
A Cosan adquiriu o equivalente a 5,67% do capital social da ALL. Após a operação, os acionistas Riccardo Arduini, Julia Dora Koranyi Arduini e a Global Market Investments L.P. (GMI) permanecerão como acionistas da companhia. A operação será implementada somente mediante a obtenção de todas as autorizações governamentais.
O pagamento será feito em dinheiro, restando definir se será realizado pela Cosan Limited, controladora do grupo, ou por alguma empresa controlada.
Marcos Lutz afirmou também que o acordo com a ALL não altera os negócios da Rumo, divisão de logística controlada pela Cosan e que transporta açúcar e outras commodities. "Nada muda no relacionamento e é importante lembrar que com algo de próximo de 5% da ALL, não teremos uma posição controladora", explicou.
No trimestre encerrado em dezembro de 2011, a divisão de logística obteve receita de R$ 143 milhões, alta de 26% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Por sua vez, o BB Investimentos destaca que a Cosan vê o prêmio a ser pago na transação, de aproximadamente R$ 400 milhões em relação à cotação de 17 de fevereiro, como inferior ao ganho a ser conseguido com o entendimento melhor do negócio de logística e a consequente redução dos riscos da atividade.
"Nossa visão inicial é neutra. Apesar de fazer sentido estrategicamente participar de uma empresa importante em um segmento já foco para o grupo e com perspectivas de forte desenvolvimento, o prêmio pago pela participação parece um pouco alto. Além disso, as sinergias da operação ainda não ficaram muito claras em termos de ganho de eficiência operacional", destacou Henrique Koch, analista da entidade.
Nesta tarde, as ações da ALL (ALLL3) chegaram a se destacar entre as maiores altas do Ibovespa, mas não resistiram e caíram 0,63%. Já os papéis da Cosan (CSAN3) tiveram a maior queda do índice, recuando 5,94%.
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