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Intraday

De olho na Grécia, mercados globais seguem instáveis

Déborah Costa   (dcosta@brasileconomico.com.br)
09/02/12 13:20


O cenário ainda nebuloso no velho continente afeta o humor dos investidores mundo afora.

Após dias de negociações, a Grécia parece que finalmente chegou a um acordo sobre o plano de austeridade.

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, disse nesta quinta-feira (9/2) que o governo grego alcançou o acordo final sobre medidas de rigor pedidas pelos credores do país - a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Isso permitirá o desbloqueio de uma parcela do resgate que evitará a quebra de Atenas.

De acordo com Pedro Galdi, analista de investimentos da SLW Corretora, as declarações de Draghi e os avanços políticos na Europa ajudam a deixar algumas bolsas mundiais no azul.

Ele destacou ainda que o anúncio do Banco da Inglaterra (BoE), de elevação do programa de compras de ativos, é bem recebido pelo mercado.

O programa foi ampliado em £ 50 bilhões, para £ 325 bilhões. Neste mesmo anúncio, o BC inglês deixou inalterado o juro básico do Reino Unido, em 0,50% ao ano.

O mercado também monitorou a decisão do Banco Central Europeu (BCE), de manter o juro da Zona do Euro em 1% ao ano, dentro do estimado por analistas.

"Enquanto os problemas na Europa não forem solucionados a cautela vai continuar", disse Galdi.

Em meio ao ambiente, as principais bolsas mundiais operam sem direção comum.

No velho continente, dentre os índices mais importantes, o DAX, em Frankfurt, avança 0,97%, em Paris, o índice CAC-40 sobe 0,88%, enquanto em Londres, o índice FTSE 100 expande 0,61%.

Já nos Estados Unidos, as indefinições prevalecem, com as bolsas oscilando perto da estabilidade no início do pregão. O Nasdaq, termômetro de tecnologia, perde 0,01%, o Standard & Poor's 500 ganha 0,03% e o índice Dow Jones sobe 0,08%.

Em relação ao mercado acionário brasileiro, o Ibovespa opera em queda, influenciado pela prudência internacional e pelo recuo de algumas blue chips e ações do setor de construção.

O índice paulista recuava 0,59%, aos 65.440 pontos. O giro financeiro estava em R$ 2,445 bilhões. 

As ações da Vale (VALE5), por sua vez, perdiam 0,85% na sessão.

Destaques

Dentre as maiores baixas do dia estão os papéis do setor de construção civil, com declínio de 3,52% da Cyrela Realty (CYRE3), seguidas por MRV Engenharia (MRVE3), com retração de 2,52%.

Na outra ponta, aparecem no ranking positivo as ações da Telemar (TMAR5), subindo 1,83%, e Lojas Renner (LREN3), com alta de 1,68%.

Câmbio

No mercado de câmbio, o dólar comercial sobe 0,40% ante o real, vendido a R$ 1,7250 e comprado a R$ 1,7230.


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