Para Galdi, as declarações de Draghi e os avanços políticos na Europa ajudam a deixar algumas bolsas no azul
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O cenário ainda nebuloso no velho continente afeta o humor dos investidores mundo afora.
Após dias de negociações, a Grécia parece que finalmente chegou a um acordo sobre o plano de austeridade.
O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, disse nesta quinta-feira (9/2) que o governo grego alcançou o acordo final sobre medidas de rigor pedidas pelos credores do país - a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Isso permitirá o desbloqueio de uma parcela do resgate que evitará a quebra de Atenas.
De acordo com Pedro Galdi, analista de investimentos da SLW Corretora, as declarações de Draghi e os avanços políticos na Europa ajudam a deixar algumas bolsas mundiais no azul.
Ele destacou ainda que o anúncio do Banco da Inglaterra (BoE), de elevação do programa de compras de ativos, é bem recebido pelo mercado.
O programa foi ampliado em £ 50 bilhões, para £ 325 bilhões. Neste mesmo anúncio, o BC inglês deixou inalterado o juro básico do Reino Unido, em 0,50% ao ano.
O mercado também monitorou a decisão do Banco Central Europeu (BCE), de manter o juro da Zona do Euro em 1% ao ano, dentro do estimado por analistas.
"Enquanto os problemas na Europa não forem solucionados a cautela vai continuar", disse Galdi.
Em meio ao ambiente, as principais bolsas mundiais operam sem direção comum.
No velho continente, dentre os índices mais importantes, o DAX, em Frankfurt, avança 0,97%, em Paris, o índice CAC-40 sobe 0,88%, enquanto em Londres, o índice FTSE 100 expande 0,61%.
Já nos Estados Unidos, as indefinições prevalecem, com as bolsas oscilando perto da estabilidade no início do pregão. O Nasdaq, termômetro de tecnologia, perde 0,01%, o Standard & Poor's 500 ganha 0,03% e o índice Dow Jones sobe 0,08%.
Em relação ao mercado acionário brasileiro, o Ibovespa opera em queda, influenciado pela prudência internacional e pelo recuo de algumas blue chips e ações do setor de construção.
O índice paulista recuava 0,59%, aos 65.440 pontos. O giro financeiro estava em R$ 2,445 bilhões.
As ações da Vale (VALE5), por sua vez, perdiam 0,85% na sessão.
Destaques
Dentre as maiores baixas do dia estão os papéis do setor de construção civil, com declínio de 3,52% da Cyrela Realty (CYRE3), seguidas por MRV Engenharia (MRVE3), com retração de 2,52%.
Na outra ponta, aparecem no ranking positivo as ações da Telemar (TMAR5), subindo 1,83%, e Lojas Renner (LREN3), com alta de 1,68%.
Câmbio
No mercado de câmbio, o dólar comercial sobe 0,40% ante o real, vendido a R$ 1,7250 e comprado a R$ 1,7230.
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