O dólar comercial reagiu a mais uma intervenção do Banco Central no mercado à vista e fechou em leve alta de 0,5% frente ao real, cotado a R$ 1,8850 na compra e R$ 1,8870 na venda.
Esta foi a 11ª alta em 14 dias, levando o dólar à maior cotação desde 24 de novembro de 2011, quando a moeda fechou a R$ 1,892.
A moeda operou grande parte da sessão em leve baixa, mas inverteu o movimento depois que o BC entrou comprando dólar a R$ 1,885, entre 15h16 e 15h21.
"O mercado ficou tranquilo o dia inteiro, até o BC entrar comprando acima de R$ 1,88. Isso mostra que ele ainda não está contente com esse nível, o que dá um pouco de medo ao mercado", explicou Reginaldo Galhardo, da Treviso Corretora.
Segundo ele, o Banco Central mostrou que vai "manter o mercado em rédeas curtas por bastante tempo", o que significa que o dólar deve continuar nos níveis atuais - ou mais alto - nos próximos dias.
Movimento contrário
A performance do câmbio no Brasil foi contrária à vista no mercado externo. A moeda americana caiu frente às principais divisas internacionais, especialmente o euro e o iene.
Na Europa, o mercado ignorou o corte de rating da Espanha pela Standard & Poor's em dois degraus, para "BBB+", e o dólar fechou em queda de 0,23% frente ao euro.
Já no Japão, o banco central elevou o programa de compra de ativos em 5 trilhões de ienes, uma medida menos agressiva do que o esperado. Assim, a moeda americana caiu 0,40% frente à japonesa.
O dia também foi marcado pela divulgação do Produto Interno Bruto dos Estados Unidos, que avançou 2,2% no primeiro trimestre, abaixo dos 2,5% esperados.
De acordo com Galhardo, a tendência do dólar diante das moedas dos países desenvolvidos e dos emergentes é de queda. "O dólar só está em alta no Brasil por causa da atuação do governo. Não tem fundamentos, retirada de dólar, que explique isso", afirmou.








