O dólar opera em queda nesta quarta-feira (1/2), com dados positivos de economias no mundo e expectativa com a captação da Petrobras.
A moeda americana tem desvalorização de 0,80%, a R$ 1,731 na compra e R$ 1,733 na venda.
Novos indicadores sinalizando uma estabilização da economia global animam os mercados globais.
Indicador divulgado nesta manhã, elaborado pelo governo chinês, mostra melhora no setor industrial do país. O Índice Gerente de Compras, (PMI, na sigla em inglês) avançou para 50,5 em janeiro, o maior nível dos últimos 3 meses.
E o setor privado dos Estados Unidos criou 170 mil vagas na passagem de dezembro para janeiro.
O dado veio menor do que o visto no mês anterior, quando foram criados 292 mil postos de trabalho, mas isso não foi o bastante para tirar o ânimo dos mercados. As bolsas mundiais operam em forte alta, e nos Estados Unidos o índice Dow Jones avança mais de 1%.
A alta nos mercados provoca menor busca por ativos considerados mais seguros, como a moeda americana. Diante disso, o dólar perde valor frente às principais moedas mundiais. O dólar cai 0,70% perante o euro, e 0,99% frente ao dólar australiano.
"Há uma sequência de indicadores bons, e um aumento do fluxo de dólares", diz André Ferreira, sócio-diretor da Futura Corretora.
Além disso, a perspectiva de que a Petrobras possa captar US$ 6 bilhões com emissão no exterior influencia a queda.
A empresa deve emitir notas seniores globais, com vencimento em 2015 e 2017, e também reabrir seus bônus com vencimentos em 2021 e 2041.
Na terça-feira (31/1), a agência de classificação de risco Fitch atribuiu nota "BBB" à proposta da estatal brasileira.
"A captação aumenta a perspectiva de dólares no mercado interno", diz Ferreira. "O mundo está com muita liquidez, e parte desse dinheiro entra no Brasil", explica.
Nesta tarde, o Banco Central (BC) divulgou que o fluxo cambial está positivo em US$ 6,501 bilhões em janeiro, até o dia 27. O saldo foi influenciado pelo fluxo decorrente de aplicações financeiras, que ficou positivo em US$ 6,292 milhões.
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