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Dólar fecha com alta de 0,12% em dia sem atuação do BC

Brasil Econômico   - Por Danielle Fonseca/Reuters
21/03/12 18:30


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Moedas Globais

Cotações de fechamento para venda em 21/03/2011
País Moeda R$ US$
Argentina  Peso  0,4187 4,3695
Canadá  Dólar  1,8401 0,9928
Chile  Peso  0,0038 485,7000
China  Iuan  0,2889 6,3229
Coreia do Sul  Won  0,0016 1.129,7000
União Europeia  Euro  2,4098 1,3192
Estados Unidos  Dólar  1,8267 1,0000
Índia  Rúpia  0,0361 50,6625
Japão  Iene  0,0218 83,6400
México  Peso  0,1438 12,7050
Paraguai  Guarani  0,0004 4.330,000
Reino Unido  Libra  2,8950 1,5848
Uruguai  Peso  0,0947 19,5000
Rússia  Rublo  0,0624 29,3037
Venezuela  Bolivar Forte  0,4259 4,3000
Fontes: Banco Central e Brasil Econômico.
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Durante o dia, a moeda americana oscilou entre a mínima de R$ 1,8140 e a máxima de R$ 1,8305.

O dólar fechou em leve alta ante o real nesta quarta-feira (21/3), após ter registrado mais ganhos na maior parte do dia, acompanhando o ambiente externo negativo e com a expectativa de intervenções do Banco Central (BC).

A moeda america fechou a sessão com alta de 0,12% frente ao real, cotado a R$ 1,8205. Durante o dia, oscilou entre a mínima de R$ 1,8140 e a máxima de R$ 1,8305.

O dólar chegou a ficar praticamente estável por volta das 16 horas, no entanto, diferentemente de terça-feira (20/3), o BC não realizou leilão de compra da divisa neste pregão.

Nesta quarta-feira, dados do segmento imobiliário nos Estados Unidos deixaram os mercados um pouco mais pessimistas, já que passaram a acreditar que o setor deve demorar mais para se recuperar. As vendas de casas usadas nos Estados Unidos caíram inesperadamente em fevereiro e a oferta de propriedades no mercado subiu.

No mercado externo, o dólar também operou em alta ou próximo à estabilidade em relação a outras moedas, como ante do dólar australiano. Em relação a uma cesta de moedas, a divisa tinha leve queda de 0,01%.

Além do setor externo, o mercado continuou aguardando que o BC pudesse voltar a intervir. Na terça-feira, o BC realizou um leilão de compra de dólares, o que não aconteceu agora. Profissionais do mercado acreditam que o BC tem tentado se tornar menos previsível.

"Depois das 15h50, 16h, o mercado começou a achar que o BC não atuaria mais e esvaziou a alta. O mercado teve uma posição especulativa e viu mais oportunidade na venda do que na compra", disse o economista-chefe da BCG Liquidez, Alfredo Barbutti.

Para o operador de câmbio da Renascença, José Carlos Amado, além do cenário externo, o mercado deve continuar operando na expectativa de atuação da autoridade monetária. "O mercado está mais sensível ao BC, já mexeu bastante", disse.

Nesta quarta-feira, o Banco Central ainda divulgou dados do fluxo cambial, que mostraram que a entrada líquida de dólares no Brasil reduziu na semana passada, ficando em US$ 514 milhões, após o governo ter anunciado mais medidas para diminuir os ingressos de recursos numa tentativa de conter uma valorização excessiva real.

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