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Dólar tem mínima em 3 meses e mercado mira atuação do BC

Brasil Econômico   - Por José de Castro/Reuters
01/02/12 19:16


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Moedas Globais

Cotações de fechamento para venda em 01/02/2011
País Moeda R$ US$
Argentina  Peso  0,4009 4,3395
Canadá  Dólar  1,7416 0,9979
Chile  Peso  0,0036 488,2000
China  Iuan  0,2755 6,3082
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União Europeia  Euro  2,2886 1,3171
Estados Unidos  Dólar  1,7376 1,0000
Índia  Rúpia  0,0353 49,2775
Japão  Iene  0,0228 76,1100
México  Peso  0,1345 12,9268
Paraguai  Guarani  0,0004 4.740,000
Reino Unido  Libra  2,7524 1,5840
Uruguai  Peso  0,0893 19,6500
Rússia  Rublo  0,0576 30,2144
Venezuela  Bolivar Forte  0,4051 4,3000
Fontes: Banco Central e Brasil Econômico.
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Em meio às expectativas do mercado de que o Banco Central tome alguma medida para conter a desvalorização da moeda americana, divisa recua 0,76%, para R$ 1,7339.

O apetite por risco no mercado internacional derrubou o dólar à mínima em três meses ante o real nesta quarta-feira (1/2), em meio também a contínuos fluxos de recursos, que têm aumentando a expectativa em torno de uma atuação do Banco Central para conter a derrocada da moeda.

A divisa americana caiu 0,76%, para R$ 1,7339 na venda. É o menor patamar de encerramento desde 31 de outubro, quando a taxa de câmbio ficou em R$ 1,7026.

O bom humor do mercado nesta sessão teve suporte em números melhores sobre a atividade industrial na China e na Alemanha em janeiro, segunda e quarta maiores economias do mundo, respectivamente.

Os dados aliviaram temores quanto ao desempenho da atividade em nível global, apesar de em outros locais a indústria ter mostrado sinais de fraqueza.

No Brasil, segundo operadores, apesar da saída líquida de dólares na semana passada, os investidores estrangeiros continuam procurando os ativos brasileiros, aumentando as expectativas de mais entradas de divisas.

Na semana passada, segundo dados do Banco Central, houve saída líquida de US$ 153 milhões. No entanto, no mês, até a última sexta-feira (28/1), o saldo ainda era positivo em US$ 6,501 bilhões, já a maior cifra desde setembro fechado, quando o superávit havia ficado em US$ 8,484 bilhões.

O mercado tem chamado a atenção para as emissões externas feitas por importantes empresas brasileiras, que podem aumentar o fluxo ao país.

A Petrobras, por exemplo, lançou nesta sessão um total de US$ 7 bilhões em bônus no exterior, acima da expectativa inicial de US$ 6 bilhões, segundo o IFR, um serviço da Thomson Reuters. Ainda de acordo com o IFR, a demanda pelos papéis estava em cerca de US$ 25 bilhões.

Segundo uma fonte, a processadora de carnes brasileira Minerva teria iniciado procedimentos nesta quarta-feira para emitir entre US$ 250 milhões e US$ 300 milhões em títulos no mercado internacional.

"As empresas estão aproveitando esse momento menos conturbado lá fora para captar. E se as coisas continuarem estabilizadas no exterior, podemos ver mais dinheiro ingressando ao Brasil mais na frente", afirmou o estrategista-chefe do banco WestLB, Luciano Rostagno, lembrando que isso pode aumentar as chances de o Banco Central voltar a comprar dólares no mercado.

A autoridade monetária não adquire dólares no segmento à vista desde setembro do ano passado, quando o agravamento da crise internacional provocou uma onda global de aversão a risco que fez o dólar disparar.

Mas os fortes ingressos de recursos têm aumentando as expectativas por uma ação do BC, uma que vez a taxa de câmbio tem se aproximado de R$ 1,70, patamar considerado pelo mercado como um piso informal para o BC agir.

"Acho que se de fato o BC entrar, vai comprar no à vista", acrescentou Rostagno.

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