A Eletrobras (Centrais Elétricas Brasileiras) concluiu uma captação externa de US$ 1,75 bilhão pelo prazo de dez anos.
Pelos títulos precificados nesta quinta-feira (20/10), a companhia irá pagar uma taxa de 5,75% ao ano. A operação foi coordenada pelos bancos Credit Suisse e Santander.
A operação representa a retomada de um processo iniciado em agosto e que não foi adiante em função da piora das condições externas. Os recursos serão utilizado para atender o aumento da demanda.
A proposta de emissão, avaliada pela agência de classificação de risco Fitch, referia-se à possibilidade de uma emissão de até US$ 2,5 bilhões.
Na avaliação da Fitch, a companhia possui uma posição de caixa elevada. Em 30 de junho, atingia R$ 12,3 bilhões, o suficiente para cobrir em 4,1 vezes o endividamento de curto prazo.
A agência de avaliação de risco admite que os investimentos a serem feitos e a distribuição de dividendos até 2013 reduzirão a liquidez da companhia, mas ainda assim a distribuidora de energia não deverá enfrentar desafios de refinanciamento.
Os recursos captados ajudarão a compor o plano de investimentos do ano que vem, estimado em R$ 13 bilhões, valor 30% acima do programado para 2011.
A Eletrobras não emitia títulos de dívida externos desde julho de 2009. Além disso, essa é a primeira emissão de uma empresa brasileira desde julho.
Segundo a agência de notícias Bloomberg, as companhias do país não fazem captações externas desde 20 de julho, o que representa o período mais longo desde janeiro de 2009.
A volatilidade nos mercados externos tem afetado não só os planos de captação das companhias brasileiras, mas também de outras empresas de países emergentes. Em setembro, esse grupo conseguiu levantar US$ 2,6 bilhões em títulos em moeda estrangeira, ante US$ 43 bilhões em dívida nos mercados locais.
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